16092014Ter
AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

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ESPÍRITO, PERISPÍRITO E CORPO

TEMA: 5.11 O ESPÍRITO (Conteúdo Programático)

TEMA: 5.18 PERISPÍRITO (Conteúdo Programático)

TEMA: 5.16 O CORPO (Conteúdo Programático)

ESPÍRITO, PERISPÍRITO E CORPO

• Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, isto é, sem saber e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal.

• O seu progresso resulta do esforço individual e seu determinismo é caminhar sempre para frente e para o alto, em busca de sua interação definitiva com Deus.

• Quando encarnado, o Espírito busca nas lides terrenas as oportunidades de que necessita para sua evolução, sua participação na obra do Criador e ao mesmo tempo, reparação de suas próprias faltas passadas.

• O perispírito é invólucro fluídico (semi-material) que serve de veículo de manifestação do Espírito no plano espiritual.

• Constituído de fluidos próprios do mundo em que estagia, o perispírito serve também de elo de ligação do Espírito com o corpo físico, quando se encontra reencarnado.

• Estruturado pelo comando mental do Espírito, a sua forma e a apresentação podem variar segundo o seu próprio conhecimento e a sua vontade, cabendo ressaltar, no entanto, que normalmente ele se reflete na aparência do próprio corpo físico de que se serviu o Espírito na sua reencarnação, até que este se depurando vai imprimindo novas aparências, cada vez mais desmaterializado.

• O corpo é um precioso recurso que Deus concede ao Espírito reencarnante para aquisição de novas experiências na Terra.

• Preservar o corpo, no entanto, não é partir para atitude de auto-adoração, mas portar-se com critério e responsabilidade, cuidando da saúde, do equilíbrio físico, do bem-estar orgânico, mental e espiritual.

• Não devemos desprezar o corpo, seja ele perfeito ou não, pois em cada existência recebemos o veículo físico mais adequado para nosso reajuste e evolução.

MÉDICO ESPÍRITUAL

joomplu:210

          No dia imediato, após reparador e profundo repouso, experimentei a benção radiosa do Sol amigo, qual suave mensagem ao coração. Senti-me outro. Energias novas tomavam-me o intimo. Na alma, apenas um ponto sombrio- a saudade do Lar, o apego à família que ficara distante.
          Assim pensando, vi a porta se abrir e entrar Clarêncio, acompanhado por simpático desconhecido. Cumprimentaram-me atenciosos, desejando-me paz. Tratava-se do irmão Henrique de Luna, do Serviço de Assistência Médica da Colônia Espiritual. Henrique auscultou-me demoradamente, sorriu e explicou.
          - É de lamentar que tenha vindo pelo suicídio. 
          - Suicídio? Recordei os seres perversos da sombra. Creio que haja engano - asseverei melindrado - Meu regresso do mundo físico, não teve essa causa. Lutei mais de quarenta dias na casa de saúde, tentando vencer a morte. Sofri duas operações graves, devido à oclusão intestinal...
          - Sim, esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior. - Mas a oclusão radicava-se em profundas causas. Talvez o amigo não tenha ponderado bastante.
          O organismo Espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo. E inclinando-se atencioso, indicava-me determinados pontos do meu corpo. Vejamos a zona intestinal. A oclusão deriva-se de elementos cancerosos e estes por sua vez, de algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis. A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu procedimento mental no planeta estivessem enquadrados no princípio da fraternidade e da temperança. Entretanto seu modo especial de conviver muita vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam.
          Nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para vós mesmo? A ausência de auto domínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendem sem refletir, conduziam-no freqüentemente á esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito o seu estado físico. Depois de uma pausa observou,- Já notou meu amigo, que seu fígado foi maltratado pela sua própria ação? Que os rins foram esquecidos com terrível menosprezo ás dádivas sagradas.
          Singular desapontamento invadiram-me o coração e o médico continuava esclarecendo:
          - Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os designo do Senhor. O amigo no entanto, iludiu excelentes oportunidades, e ter esperdiçado patrimônios preciosos da experiência física Todo aparelho gástrico foi destruído á custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável. 
          Meditei nos problemas dos caminhos humanos, refletindo nas oportunidades perdidas. Na vida humana, conseguia ajustar numerosas mascaras ao rosto talhando-as conforme as situações. Alias, não podia supor que me seriam pedidas contas de episódios sijoomplu:211mples, que costumava considerar como fatos sem a maior significação. Deparava-me agora, outro sistema de verificação. Não me defrontavam tribunais de tortura, nem surpreendiam abismos infernais, contudo benfeitores Espirituais sorridentes, comentavam-me as fraquezas como quem cuida uma criança desorientada, longe das vistas paternas.
          Doía-me a vergonha, e chorei; não havia como discordar, havia sobejas razões. Era verdadeiramente um suicida. Não passava de um naufrago a quem se recolhia por caridade. Foi então que Clarêncio, afagou-me paternalmente.
          - Ho! meu filho, não te lastimas tanto. Busquei-te atendendo à intercessão dos que te amam, dos planos mais altos. Acalma-te, Aproveita os tesouros do arrependimento, guarda as bênçãos do remorso, sem esquecer que a aflição não revolve problemas. Confia no Senhor e em nossa dedicação. Sossega a alma perturbada, porque muitos de nós outros já perambulamos igualmente nos teus caminhos.

Fonte: Livro “Nosso Lar”, de André Luiz. Cap. 3: Médico Espiritual.