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AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

CAUSA E EFEITO

A cura de um paralítico em Cafarnaum – Mateus 9: 1 a 8

A) IDÉIAS BÁSICAS

  • A Doutrina Espírita explica que tudo se encadeia no universo. Nada acontece por acaso. Há em tudo uma seqüência natural de causas e efeitos, de ação e reação.
  • Cada criatura humana se define pela sua consciência que a separa dos irracionais e lhe confere a dignidade espiritual. Conscientes do que somos e do que fazemos, somos naturalmente responsáveis pelos nossos atos.
  • Livre das ilusões materiais, quando no plano Espiritual, esta realidade se acentua e o Espírito pede para voltar à Terra, submetendo-se aos sofrimentos que afligiu aos seus semelhantes.
  • As leis de Deus, inscritas na consciência de cada um, levam o culpado a pedir o seu próprio castigo e recuperação.
  • As provas coletivas reúnem criaturas que, compromissadas com o seu passado menos feliz, solicitam o reajuste em conjunto, para libertação de seus Espíritos.
  • A lei de causa e efeito, por outro lado, outorga àqueles que se voltam para o bem e o Amor, a colheita dos frutos sazonados, como resultado lógico de seus esforços na seara do Bem.
  • Compete-nos, assim, em qualquer circunstância, eleger  o melhor que o nosso discernimento determinar, porque, se a semeadura em qualquer parte é livre, a colheita é compulsória e com ela nos defrontaremos mais cedo ou mais tarde.

C) REFERÊNCIAS PRÁTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA AULA

  • O frio e o agasalho;
  • O esforço do aluno e o sucesso nos estudos;
  • A gentileza com todos e a simpatia geral;
  • A semeadura e a colheita;
  • Os cuidados com o corpo e a saúde;
  • O cuidado com o jardim e a beleza das plantas.

D) CONCLUSÃO EVANGÉLICO-DOUTRINÁRIA

  • Pela Lei de Causa e Efeito, cada criatura, perante a Providência Divina, detém uma conta própria, com débitos e haveres contabilizados.
  • Seremos responsáveis por todas as atitudes infelizes perante o nosso semelhante, assim, como seremos credores por todo bem que lhe dispensarmos.
  • “A cada um será dado segundo as suas obras...”nos alerta Jesus. Se o tempo é patrimônio comum para todos, o uso, bom ou mal, que dele fizermos é um problema particular de cada um.
  • Jamais percamos a visão da meta superior a que nos destinamos e, com Jesus, empenhamo-nos no culto do Amor vivo, criando a felicidade para com todas as criaturas, porque, esta mesma felicidade, retornará a nós mesmos, como conseqüência do nosso esforço cristão.

Referências Bibliográficas que não estão citadas no Conteúdo Programático da UEM (Pasta Azul) e que trabalham o assunto acima:

* Evangelho dos Humildes: págs. 72                                    * Rimas de Amor e Luz: pág. 37

* Elucidações Evangélicas: pág. 213                                     * Primícias do Reino: caps. 07

* Jesus Terapeuta (volume 01): cap. 09

Bases bíblicas

Mateus: 9: 1 a 8

1 E entrando Jesus num barco, passou para o outro lado, e chegou à sua própria cidade.
2 E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados.
3 E alguns dos escribas disseram consigo: Este homem blasfema.
4 Mas Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que pensais o mal em vossos corações?
5 Pois qual é mais fácil? dizer: Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?
6 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
7 E este, levantando-se, foi para sua casa.
8 E as multidões, vendo isso, temeram, e glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens.

Bases doutrinárias

  • Livro dos espíritos

197. Poderá ser tão adiantado quanto o de um adulto o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade?

“Algumas vezes o é muito mais, porquanto pode dar-se que muito mais já tenha vivido e adquirido maior soma de experiência, sobretudo se progrediu.”

a) - Pode então o Espírito de uma criança ser mais adiantado que o de seu pai?

“Isso é muito freqüente. Não o vedes vós mesmos tão amiudadas vezes na Terra?”

198. Não tendo podido praticar o mal, o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade pertence a alguma das categorias superiores?

“Se não fez o mal, igualmente não fez o bem e Deus não o isenta das provas que tenha de padecer. Se for um Espírito puro, não o é pelo fato de ter animado apenas uma criança, mas porque já progredira até a pureza.”

199. Por que tão freqüentemente a vida se interrompe na infância?

“A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais.”

a) - Que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina?

“Recomeça outra existência.”

Se uma única existência tivesse o homem e se, extinguindo-se-lhe ela, sua sorte ficasse decidida para a eternidade, qual seria o mérito de metade do gênero humano, da que morre na infância, para gozar, sem esforços, da felicidade eterna e com que direito se acharia isenta das condições, às vezes tão duras, a que se vê submetida a outra metade? Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça de Deus. Com a reencarnação, a igualdade é real para todos. O futuro a todos toca sem exceção e sem favor para quem quer que seja. Os retardatários só de si mesmos se podem queixar. Forçoso é que o homem tenha o merecimento de seus atos, como tem deles a responsabilidade. Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. Não se vêem crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? Alguns não há que parecem trazer do berço a astúcia, a felonia, a perfídia, até pendor para o roubo e para o assassínio, não obstante os bons exemplos que de todos os lados se lhes dão? A lei civil as absorve de seus crimes, porque, diz ela, obraram sem discernimento. Tem razão a lei, porque, de fato, elas obram mais por instinto do que intencionalmente. Donde, porém, provirão instintos tão diversos em crianças da mesma idade, educadas em condições idênticas e sujeitas às mesmas influências? Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso? As que se revelam viciosas, é porque seus Espíritos muito pouco hão progredido. Sofrem então, por efeito dessa falta de progresso, as conseqüências , não dos atos que praticam na infância, mas dos de suas existências anteriores. Assim é que a lei é uma só para todos e que todos são atingidos pela justiça de Deus.

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?

“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

259. Do fato de pertencer ao Espírito a escolha do gênero de provas que deva sofrer, seguir-se-á que todas as tribulações que experimentamos na vida nós as previmos e buscamos?

“Todas, não, porque não escolhestes e previstes tudo o que vos sucede no mundo, até às mínimas coisas. Escolhestes apenas o gênero das provações. As particularidades correm por conta da posição em que vos achais; são, muitas vezes, conseqüências das vossas próprias ações. Escolhendo, por exemplo, nascer entre malfeitores, sabia o Espírito a que arrastamentos se expunha; ignorava, porém, quais os atos que viria a praticar. Esses atos resultam do exercício da sua vontade, ou do seu livre-arbítrio. Sabe o Espírito que, escolhendo tal caminho, terá que sustentar lutas de determinada espécie; sabe, portanto, de que natureza serão as vicissitudes que se lhe depararão, mas ignora se se verificará este ou aquele êxito. Os acontecimentos secundários se originam das circunstâncias e da força mesma das coisas. Previstos só são os fatos principais, os que influem no destino. Se tomares uma estrada cheia de sulcos profundos, sabes que terás de andar cautelosamente, porque há muitas probabilidades de caíres; ignoras, contudo, em que ponto cairás e bem pode suceder que não caias, se fores bastante prudente. Se, ao percorreres uma rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, segundo vulgarmente se diz.”

260. Como pode o Espírito desejar nascer entre gente de má vida?

“Forçoso é que seja posto num meio onde possa sofrer a prova que pediu. Pois bem! É necessário que haja analogia. Para lutar contra o instinto do roubo, preciso é que se ache em contacto com gente dada à prática de roubar.”

a) - Assim, se não houvesse na Terra gente de maus costumes, o Espírito não encontraria aí meio apropriado ao sofrimento de certas provas?

“E seria isso de lastimar-se? É o que ocorre nos mundos superiores, onde o mal não penetra. Eis por que nesses mundos, só há Espíritos bons. Fazei que em breve o mesmo se dê na Terra.”

261. Nas provações por que lhe cumpre passar para atingir a perfeição, tem o Espírito que sofrer tentações de todas as naturezas? Tem que se achar em todas as circunstâncias que possam excitar-lhe o orgulho, a inveja, a avareza, a sensualidade, etc.?

“Certo que não, pois bem sabeis haver Espíritos que desde o começo tomam um caminho que os exime de muitas provas. Aquele, porém, que se deixa arrastar para o mau caminho, corre todos os perigos que o inçam. Pode um Espírito, por exemplo, pedir a riqueza e ser-lhe esta concedida. Então, conforme o seu caráter, poderá tornar-se avaro ou pródigo, egoísta ou generoso, ou ainda lançar-se a todos os gozos da sensualidade. Daí não se segue, entretanto, que haja de forçosamente passar por todas estas tendências.”

  • Evangelho Segundo o Espiritismo

CAPÍTULO IV, ítem 4 E 6

Ressurreição e reencarnação

4. A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se.

Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado.

6. A idéia de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas (nº 1, nº 2, nº 3). Se fosse errônea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras. Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade e a põe por princípio e como condição necessária, quando diz: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." E insiste, acrescentando: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso nasças de novo.

Obras subsidiárias

LIVRO: PENSAMENTO E VIDA – EMMANUEL

22 - CULPA

Quando fugimos ao dever, precipitamo­-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma.

E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembran­ça amarga, transforma-se num abcesso men­tal, envenenando-nos, pouco a pouco, e expe­lindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.

A feição do ímã, que possui campo mag­nético específico, toda criatura traz consigo o halo ou aura de forças criativas ou destrutivas que lhe marca a índole, no feixe de raios invisíveis que arroja de si mesma. É por esse halo que estabelecemos as nossas ligações de natureza invisível nos domínios da afinidade.

Operando a onda mental em regime de circuito, por ela incorporamos, quando mo­ralmente desalentados, os princípios corro­sivos que emanam de todas as Inteligências, encarnadas ou desencarnadas, que se entro­sem conosco no âmbito de nossa atividade e influência.

Projetando as energias dilacerantes de nosso próprio desgosto, ante a culpa que adquirimos, quase sempre somos subitamen­te visitados por silenciosa argumentação in­terior que nos converte o pesar, inicialmente alimentado contra nós mesmos, em mágoa e irritação contra os outros.

É que os reflexos de nossa defecção, a torvelinharem junto de nós, assimilam,  de

imediato, as indisposições alheias, carrean­do para a acústica de nossa alma todas as mensagens inarticuladas de revolta e desâ­nimo, angústia e desespero que vagueiam na atmosfera psíquica em que respiramos, me­tamorfoseando-nos em autênticos rebelados sociais, famintos de insulamento ou de es­cândalo, nos quais possamos dar pasto à imaginação virulada pelas mórbidas sensa­ções de nossas próprias culpas.

É nesse estado negativo que, martela­dos pelas vibrações de sentimentos e pensa­mentos doentios, atingimos o desequilíbrio

parcial ou total da harmonia orgânica, enre­dando corpo e alma nas teias da enfermi­dade, com a mais complicada diagnose da patologia clássica. A noção de culpa, com

todo o séquito das perturbações que lhe são conseqüentes, agirá com os seus reflexos in­cessantes sobre a região do corpo ou da alma que corresponda ao tema do remorso de que sejamos portadores.

Toda deserção do dever a cumprir traz consigo o arrependimento que, alentado no espírito, se faz acompanhar de resultantes atrozes, exigindo, por vezes, demoradas exis­tências de reaprendizado e restauração.

Cair em culpa demanda, por isso mes­mo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equi­líbrio vibratório, se não desejamos o ingres­so inquietante na escola das longas repa­rações.

É por essa razão que Jesus, não apenas como Mestre Divino mas também como Sábio Médico, nos aconselhou a reconciliação com os nossos adversários, enquanto nos acha­mos a caminho com eles, ensinando-nos a encontrar a verdadeira felicidade sobre o alicerce do amor puro e do perdão sem limites.

LIVRO: FONTE VIVA – EMMANUEL

8 - OBREIROS ATENTOS

“Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado em seus fei­tos.” — (TIAGO, 1:25.)

O discípulo da Boa Nova, que realmente co­munga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver se­meado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do pro­gresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das pos­sibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos poderes Superiores da Terra.

Caracterizando-se por Semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na Posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o oxigênio no ato de respirar.

Se dirige, não espera que outros lhe recordem os empreendimentos que lhe competem Se obedece, não reclama instruções reiteradas quanto às atribuições que lhe são deferidas na disposição regimental, dos trabalhos de qualquer natureza. Não exige que o governo do seu distrito lhe mande adubar a horta, nem aguarda decretos para instruir-se ou melhorar-se.

Fortalecendo a sua própria liberdade de aprender, aprimorar-se e ajudar a todos, através da inteira consagração aos nobres deveres que o mundo lhe Confere, faz-se bem-aventurado em todas as suas ações, que passam a produzir vantagens substancias na prosperidade e elevação da vida comum

Semelhante seguidor do Evangelho, de aprendiz do Mestre passa à categoria dos obreiros atentos, penetrando em glorioso Silêncio nas reservas Subli­mes do Celeste Apostolado

Fonte: Programa de Evangelização - Planos de aula - Da União Espírita Mineira