20062018Qua
AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

ANDRÉ

INTRODUÇÃO
André irmão de Pedro, também de Betsaida, era pescador de profissão, como seu irmão.
Nascera naquela aldeia sob o beneplácito (expressão de consentimento; concordância, aquiescência) estrutural da religião judaica, modelada pelo famoso profeta judeu-egípcio Moises. 
André de Betsaida tinha o caráter formado nesse ambiente que tinha como lei central os dez mandamentos, para que todos pudessem disciplinar seus impulsos por eles, amando a Deus para amar o próximo.
André quando conheceu Jesus já era discípulo de João, o Batista. (Texto 1)
André conversava bastante, mas com pessoas de sua amizade. Logo que começasse a juntar mais gente, calava-se, era introvertido. O acanhamento era uma barreira que o impedia, às vezes, de realizar muitas coisas. Em meio à multidão, mesmo que dominasse um assunto, perdia totalmente a inspiração e corava com facilidade. O seu estado emocional tirava-o de muitas alegrias. Conversara com João sobre isso e o homem do deserto o aconselhara que esperasse, dizendo que poderia ser uma porta fechado por Deus, para que ele, André, pudesse crescer em determinadas virtudes e saber controlar, mais tarde, suas próprias emoções.

André mudara-se também para Cafarnaum., onde já morava Pedro, seu irmão. Além da profissão de pesca, gostava imensamente de agricultura. Admirava a natureza, na sua grandeza de multiplicar as coisas. De vez em quando, ia para o norte da Galiléia, principalmente no fim do ano, para assistir às colheitas de azeitonas. Como era hábil no trato desse labor e tinha por lá muitos amigos, nunca se esquecera de levar peixes secos como presentes aos lares que o recebiam como irmão, e de lá trazia arrobas de azeitonas, que eram curtidas em Cafarnaum e serviam para o ano inteiro.
André conhecia muitas cidades que margeavam o Jordão, nos dias de descanso, aproveitava o tempo para confraternizar com os amigos. Indo a Betania, cidadezinha ao sul do Jordão e, perto de Belém, passando por Jericó, era tentado ao lazer nas praias do Mar Morto. Bastante social, André foi desembaraçando sua fala, seu modo de ser, sua gentileza e mesmo o entendimento da própria vida.
 
1. André e João Batista
Convidado por seu primeiro Mestre, João Batista passara com ele aquela noite no deserto conversando sobre todas as coisas de Deus, sobre a vida futura, sobre o dever d homem para com a vida na terra. Ali a certa hora da madrugada, André já cochilando é tocado por João, que fala sorrindo:
- André, meu filho, queres saber realmente quando o Messias terá de vir para salvar a humanidade? Eu te falo como se fosse da boca do Senhor que está nos céus. Ele já se encontra na Terra, e eu, em primeiro lugar, já o conheço há muito tempo, sem, contudo ter ciência de que Ele era o salvador do mundo. E se queres saber mesmo, esse de que te falo é Jesus de Nazaré, filho de Maria, que tem por companheiro José o carpinteiro.
André estremeceu nos seus alicerces! Pensara muitas vezes que o Salvador era João Batista.
- Eu André, vim primeiro abrir as veredas, dar sinal, abrir as portas dos corações pelo arrependimento, para que o amor encontre acesso na alma faminta das gerações. Esse Messias de que te falo tem a assistência de grande movimento de anjos nos céus, que tomam providencias no sentido de que sua palavra seja cumprida. Não sou digno de ser seu servo. Tudo o que foi dito dele há de se cumprir, para que reconheçamos a sua missão na Terra.

2. André e Pedro, seu irmão
André perdeu totalmente a vontade de dormir, naquela noite. Não tirava os olhos dos céus, para ver se via alguma coisa, relacionada com o que ouvira de João Batista, acerca de Jesus.
André procurava guardar tudo o que ouvira, mas pouco entendia das comparações do Mestre. Olhava muito para o irmão, que era mais avançado no entendimento. Este, devagarinho, muda de lugar, assentando-se junto a ele e fala em seu ouvido:
- Não te desespere, André. Deixa primeiro cozinhar para que tu tenhas maior sabor na comida. Ainda não temos a capacidade de entender o Cristo com a mesma facilidade com que perguntamos sobre os nossos problemas. Por vezes, e tenho dificuldades até de formular as perguntas, e muito pior, entender o que Ele fala. Não te aflinjas, espera.
André sentiu-se consolado.

3. André e Jesus: Contribuição
A ultima vez que André foi ao norte da Galileia recebeu convites dos camponeses para falar sobre o Messias que ele anunciava ou de João o batista.
André era um pouco resguardado, mas entre pessoas já conhecidas falava desembaraçadamente e segurava os ouvintes pela sua simplicidade e convicção. Sempre vivia ou parecia viver o que falava, principalmente quando se tratava do Divino Mestre.
Em uma noite na casa de um camponês, parecia uma festa. André, desembaraçado, começa a narrar os prodígios de Jesus, a que já assistira. 
No meio da pregação, os convidados e a família pareciam estáticos com os enunciados nunca ouvidos.  E conheciam bem André, sabiam  que ele era honesto e verdadeiro.
Começa a se espalhar como que por encanto, um aroma que atingia a todos. Uns olhavam para os outros, por não conhecerem aquele perfume encantador. André, no entanto, já estava familiarizado com o perfume, pois aquela fragrância sempre era sentida quando Jesus começava falar na casa dos pescadores. 
“Será que Jesus está conosco, aqui nesta humilde casa de camponeses?” – pensou André.
E nesse sentir sem saber de onde vinha o cheiro da essência, move-se uma criança, que parecia criança, mas na verdade, ia lá para os seus quinze anos: meio atrofiada pelas enfermidades, no colo de sua mãe e enrolada em um grande chalé artesanal, grita sufocada:
- Mãe! Mãe! Não sinto mais dores! Veja! Veja! Chegou aqui um homem muito bonito, pôs as mãos na minha cabeça e passou um a lua nas minhas costas! Veja, mamãe, estou curado!
A mãe aflita, queria interromper o menino para que o povo não descobrisse que ele era doente. O garoto tinha delírios de vez em quando, não suportando as dores. As costas do menino estavam em carne viva, pois o fogo selvagem arrancara a pele. Naquela região era comum este tipo de doença, cuja coceira parecia tostar o enfermo em brasas acesas. Como sofria! W o Cristo ouvia seus gemidos. A mãe estava inquieta, sem querer mostrar seu filho, mas não teve jeito. Todos queriam ver o que era.
André dá uns passos á frente, pede licença com humildade e arranca o chalé da criança com respeito. Emocionado, pega o menino nos braços. O rapazinho, gritando de alegria, mostra os lugares onde antes tinha chagas. A mãe ajoelha-se, tentando beijar os pés do discípulo, no que é impedida pelo mesmo:
- Foi o senhor que curou meu filho, foi o senhor... Deus te pague pelo que eu nunca poderei pagar...
E desfazia em lagrimas. Os presentes não tinham o que dizer. André cheio de contentamento, fala aom voz trêmula:
- Minha gente, regozijemo-nos com a visita de Jesus nesta casa. Foi Ele quem curou este garoto. Conheço Seu perfume e esse prodígio e outros que o precederam são frutos de quem segue o Mestre dos mestres.
E naquela mesma hora, com o fardozinho atrofiado nos braços, canta um hino de louvor a Deus pela glória de Jesus.

Na noite da reunião, André pergunta para Jesus o que seria Contribuição! Após a explicação de Jesus, André passava as mãos sobre a vasta cabeleira, pensativo, enquanto vinha à sua mente o caso da criança na casa do camponês: “Será que aquele fato teve alguma Contribuição minha? Ou é vaidade pensar-se no bem que se faz:” Esforça-se para esquecer.
O Cristo retoma a palavra fácil, com a mesma cordialidade de sempre, de maneira cativante e educadora:
- Se deseja contribuir André faze-o sem alarde (atitude exibicionista e ostentosa) , e não te esqueças de vestir o manto da humildade, para que o faças com bom senso. Começa a contribuir contigo mesmo, na arte de compereender a tua missão na terra, começa a construir com os pensamentos que se formam em tua na cabeça, dos quais nem sempre tens controle total. Começa contribuir André, com tuas mãos, no modo de ajudar com elas. O mesmo, meu filho, faze com os pés, como os olhos, com a bocam com os ouvidos, etc. Depois de assegurada essa Contribuição contigo mesmo, passa a contribuir para o convívio da tua casa e, depois disso, com os teus companheiros. Contribuir bem, André, é amar e, onde existe amor, Deus está sempre mais visível.

4. André e Bete-San
Em uma de suas viagens, o irmão de Pedro se aproxima de uma família em Betânia e passa a gostar da única filha de um casal que o acolhera com todo o carinho. Essa moça chamava-se Bete-San. Bete, que era seu nome mais comum, pele tostada pelo sol do Oriente, foi educada em Jerusalém e sua família era de procedência grega, pessoas dadas ao convívio com viajantes e sabedoras dos maiores e mais recentes acontecimentos de meio mundo. Essa família gostava da lavoura e da pecuária. As tamareiras, em suas terras, eram  cuidadas com extremo carinho, assim os olivais e o trigo. Seu trabalho no campo não era extenuante, pois não precisavam desse afogo do dia-a-dia. Suas economias eram suficientes para viverem bem. O que seus ancestrais trouxeram da velha capital grega, bem cuidado, beneficiaria muitas gerações.

5. André, Sócrates e Platão 
André tinha muita afinidade com o mundo grego e sentia imenso prazer quando ouvia falar dos filósofos mais instruídos da Terra, que haviam nascido na Grécia. André sabia de cor muitos preceitos de Sócrates e Platão e os admirava pela rara beleza de seus ensinamentos, eivados de justiça, amor e alegria.
Vamos encontrar André, cansado da refrega diária que tinha o mar da Galileia, chegando em casa e entra em meditação sobre a vida dos homens e das coisas, sobre Deus e a criação, sobre o proquê viver e pra quê. 

DESENCARNE
Este valoroso homem, André, que se tornou discípulo do Divino Mestre, foi trucidado na Acaica, pendurado em um madeiro em forma de X.
Ele chegou a Corinto com alguns de seus acompanhantes para fazer mais conhecida a Boa Nova de Jesus Cristo e foi colhido por malfeitores encarniçados no crime, guiados por políticos inescrupulosos, no intuito de fazer calar o anunciante das coisas do espírito.  André nunca se esquecera da lição de alegria dada por Jesus. E quando era espetado por laminas que a violência fazia acionar em seu corpo, ainda lhe sobrava foca espiritual para sorrir, sabendo que estava cumprindo o seu dever de entregar sua vida física como semente para as futuras arvores do Cristianismo, no mundo.