25072017Ter
AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

LÚCIO DE ABREU

joomplu:57 Por mais de 40 anos, a União Espírita Mineira pôde contar com a colabora; ao de um grande trabalhador da lida espírita de Minas Gerais, o saudoso poeta Lúcio de Abreu, cuja acurada sensibilidade brindava a todos com adoráveis poesias. Muitas delas reportavam-se, de forma alegre e divertida, a eventos espíritas, como simpósios, seminários, cursos, festas, almoços e outros.

Filho de Joaquim Honório de Abreu e Lima e de Anna Maria de Abreu e Lima, nasceu em Juiz de Fora-MG, em 22 de setembro de 1935, tendo por irmãos Honório, Maria Amélia, Oswaldo, Florival, Humberto, Carlos Alberto e Ângela.

Em Belo Horizonte, para onde se transferira sua família, fez o curso primário no Grupo Escolar Lúcio dos Santos, completando os estudos na Escola Técnica de Contabilidade, diplomando-se em 1956. Nessa ocasião já trabalhava na firma Portilho Simões Ltda., da qual se desligou para exercer a profissão de contador na Casa Vieira Queiros até o ano de 1959, quando passou a trabalhar no Banco Mercantil de Minas Gerais.

Em 1˚ de outubro de 1957, aos 22 anos, casou-se com Iole Marcolino de Abreu, de cuja união receberia como filhos Vera Lúcia, Cristina Mafalda, Ana Regina, Wagner Honório, Mauro Lúcio, Claudia Mara e Tânia Iole.

Tendo abraçado o Espiritismo ainda muito jovem, participou com seus pais, irmão e amigos Leão Zálio, Tiana, Damasceno sobral, Heli, Maria Abreu e outros, das primeiras reuniões do Grupo Espírita Emmanuel, fundado em 01 de novembro de 1957.

Aprovado em concurso público do Banco do Brasil, tomou posse como escriturário, em 24 de maio de 1963, na filial de Paracatu, interior de Minas Gerais, lá permaneceu durante 7 anos.

Em dúvida de deixar Belo Horizonte para trabalhar em Paracatu, recebeu do confrade Damasceno Sobral lúcida alternativa fraterna, confirmada ao chegar àquela cidade: “Vai, Lúcio, pois os mourões estão caindo e é preciso de alguém para reerguê-los.”

De fato, em lá chegando, sempre ajudado pó sua companheira Iole, pôde reerguer o Centro Espírita “Fé, Amor e Caridade”, que achava em processo de estagnação. Passou o casal a dinamizar o estudo do Evangelho nas reuniões públicas e a melhorar o padrão de qualidade dos trabalhos mediúnicos, implantando depois a Evangelização Infanto-Juvenil. Todo esse trabalho lhes trouxe santas alegrias, não só pelo crescimento da Casa Espírita, mas também pela motivação dos companheiros de Doutrina que, voluntariamente, assumiram, entusiasmados, novas tarefas. Após sua desencarnação, os confrades de Paracatu deram o nome de “Lúcio de Abreu” ao Educandário construído por eles na cidade, em justa homenagem póstuma.

Após retornar de Paracatu em 1970, trabalhou na Agência centro do mesmo banco em Belo Horizonte, até aposentar-se precocemente, por motivo de saúde, em 1986.

Na União Espírita Mineira, sempre participou de eventos que visavam à divulgação do Evangelho e da Doutrina Espírita. Integrado ao Movimento espírita, assumiu a tarefa de coordenar a evangelização da criança e do jovem, cabendo-lhe a elaboração do atual “Programa de Evangelização” do DIJ Estadual.

Muitos de seus versos surgiram, espontaneamente, ao assistir a palestras e estudos destinados aos pais, no auditório da UEM, quando declamava poemas inspirados nos temas abordados.

Junto com sua dedicada esposa, viajou por vários estados brasileiros, colaborando com a FEB no início da “Campanha Permanente de Evangelização”, com o objetivo de conscientizar a comunidade espírita sobre a importância da evangelização infantil e a necessidade da implantação e estruturação da Evangelização da Criança nas casas espíritas.

Sua produção poética acha-se reunida em dois livros – “Nas Pétalas da Inspiração” de 1997, e “Rimas de Amor e Luz” de 1999. Nestas obras encontram-se sublimes poemas, verdadeiras gotas do mais puro orvalho do Amor a derramar-se no coração de quem os lê. Constituem estes livros valioso material didático para auxiliar a evangelização infanto-juvenil.

Em junho de 2001, poemas de seu primeiro livro foram musicados pela dupla de cantores “Tim e Vanessa” e lançados no CD denominado “Pétalas da Inspiração”, o mesmo título do livro.

Homem extremamente cativante e seguro, Lúcio e Iole, sua terna companheira, construíram pela família alicerçada nas bases solidadas do amor cristão evidenciadas pela Doutrina Espírita.

Sementes de amor e carinho, que fluíam dos versos constantemente dedicados à esposa e filhos, brotaram nos corações dessas almas afins, que se uniram no clã doméstico para proclamar a excelência da mensagem imorredoura do Evangelho. Hoje todos os filhos continuam honrando seu legado, convertendo-se em devotados trabalhadores do Cristo na Seara Espírita.

Ao desencarnara na tarde de 25 de outubro de 2002, Lúcio de Abreu deixou a marca indelével de “poeta servidor do Cristo”, determinado a divulgar, sobretudo por exemplo, a excelência da mensagem do Evangelho de Jesus, clarificada pela luz potente da Doutrina Espírita.

O ESPÍRITA MINEIRO
Julho / Agosto de 2008