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AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

SIMÃO PEDRO

joomplu:58 Irmão do apóstolo André, era um pescador no mar da Galiléia, mais precisamente na cidade de Cafarnaun. Seu nome era Simão, mas recebeu de Jesus o sobrenome de Pedro ou Cefas, que significa pedra em grego e hebraico, respectivamente. Junto com os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importantes "milagres" do Mestre sobre a Terra.

Existe uma passagem peculiar nos Evangelhos, em que Pedro nega por três vezes que era apóstolo de Jesus. Quando, como Jesus predissera, o galo cantou depois da terceira negativa, Pedro verteu-se em lágrimas.

É tido como fundador da Igreja Cristã em Roma, considerado pela Igreja Católica como o primeiro Papa. Depois da morte de Jesus, despontou-se como líder dos doze Apóstolos, aparecendo em destaque em todas as narrativas evangélicas. Exerceu autoridade na recém-nascida comunidade cristã, apoiando a iniciativa de Paulo de Tarso de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participar dos rituais de iniciação judaica.

Foi morto em Roma, no ano de 64 d.C., na perseguição feita por Nero aos cristãos, crucificado de cabeça para baixo, conforme a sua vontade, pois não se achava digno de morrer como Jesus. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores, sendo validado pelo Papa no ano de 1968.

***

Quando à pergunta do mestre: - “Quem dizem os homens que eu sou? Pedro respondeu: -Tu és o Cristo, o filho de Deus vivo”, o pescador sentiu a alegria de ouvi-Lo dizer: “Bem-aventurado és tu, Simão Bar Jonas, porque não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos céus.”

Segundo a Benfeitora Espiritual Amélia Rodrigues, no livro ...Até o fim dos Tempos, ante a resposta de Pedro, Jesus esclarece: “Tu és Pedro, e sobre essa Pedra (a revelação da verdade que acabara de enunciar) edificarei a minha Igreja e as portas do Inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na Terra será ligado no céu.”

Por três anos estivera junto ao Cristo e fecundo foi o aprendizado, por isso ouviu com espanto a previsão do Mestre que ele O iria negar por três vezes, antes que o galo cantasse. Tudo sucedeu conforme havia previsto. Jesus foi preso e arrastado de um para outro lugar, sem uma palavra de justificativa, sem ninguém que O defendesse.

A personalidade de Pedro é ressaltada, de forma muito especial, por Emmanuel, em página intitulada “Nas trilhas da fé”, inserta no livro Palavras de Vida Eterna. Inicialmente o autor espiritual menciona que raros vultos da história do Cristo poderão competir com Simão Pedro em matéria de renovação pessoal, para em seguida assinalar:

“Era ele pescador de vida humilde, homem quase iletrado, comprometido em obrigações de família, habitante de aldeola paupérrima, seguidor do Evangelho, submetido a tentações e vacilações que, por algumas vezes, o fizeram cair; entretanto guindou-se à posição de apóstolo de causa mais alta da Humanidade, ampliou seus conhecimentos, adquiriu importância fazendo-se condutor e irmão da comunidade, liderou a idéia cristã nas metrópoles de seu tempo e, cada vez que se viu incurso em erro, procurou corrigir-se e seguir adiante, no desempenho das obrigações que lhe eram atribuídas.”

É ainda Emmanuel, na magistral obra Paulo e Estevão, psicografada pelo inesquecível Chico Xavier, que irá narrar um dos mais belos episódios da vida de Simão Pedro e da história do Cristianismo, evidenciando a sua notável renovação e, em especial, quanto compreendia de sua própria responsabilidade como condutor da comunidade cristã naqueles tempos iniciais.

Era preciso ser justo, sem parcialidade ou falsa inclinação. O Mestre amava a todos, indistintamente. Repartira os bens eternos com todas as criaturas. Ao seu olhar compassivo e magnânimo, gentios e judeus eram irmãos. A atitude ponderada de Simão Pedro salvara a igreja nascente e evitara o escândalo que poderia comprometer toda a marcha do Evangelho.

Ele daria ao Mestre muitos outros testemunhos de seu amor a Ele e à causa. Jesus convocara-o certa ocasião, a que apascentasse o seu rebanho. Por três vezes seguidas perguntara se ele O amava mais do que a todos e o discípulo, emocionado, havia declarado quanto O amava. “Apascenta as minhas ovelhas”, recomendara o Mestre. Simão Pedro recordou-se que O negara por três vezes e que estava recebendo, naquele instante, o ensejo sagrado de reabilitar-se.

Pedro atendeu ao pedido do Senhor e doou-se integralmente à difusão e vivência dos primeiros cristãos.

Amadurecido pelas intempéries da vida, harmonizando intimamente pelos testemunhos dolorosos que vivenciava com o coração feliz, por assim demonstrar ao Mestre a sua fidelidade, Pedro atendia com ternura e amor aos “filhos do Calvário”. As curas foram acontecendo.

“Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho isto te dou”, ele disse ao homem coxo, que há anos esmolava, na entrada do Templo, à porta Formosa: “Levanta-te e anda, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!” O homem levantou, firmou-se nos pés, deu alguns passos, e andando entrou no Templo, mostrando-se e surpreendendo a todos. Estava curado.

E onde as carências humanas imperavam o nome de Pedro era lembrado. Por onde passava, as pessoas corriam e colocavam os enfermos para que ao menos a sua sombra os cobrisse compreende-se que Pedro irradiava amor e compaixão pelas dores humanas, e essas vibrações alcançavam e curavam os que estavam receptivos e tinham méritos. O Mestre querido assim o fizera, e ele agora seguia-Lhe os passos.

Bibliografia:
FRANCO, Divaldo P. – Espírito Amélia Rodrigues ...Até o fim dos Tempos. LEAL. 1˚ed. 1993.
XAVIER, Francisco C. – Espírito Emmanuel – Palavras de Vida Eterna – CEC 1˚ed. 1964.
XAVIER, Francisco C. – Espírito Emmanuel – Paulo e Estevão – FEB. 20˚ed. 1983
SCHUBERT, Suely C. – A Sombra de Pedro – Revista: Presença Espírita, Maio/Junho de 2003. n˚ 236.
Os Apóstolos de Jesus – Revista Cristã de Espiritismo, edição 36.