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AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

JOÃO, O EVANGELISTA

joomplu:56 Filho de Zebedeu e irmão de Tiago, o Maior, que junto com este e mais Pedro participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus.

É autor do quarto evangelho, de três cartas aos cristãos em geral e do Livro do Apocalipse. O seu evangelho difere dos outros três, que são chamados de sinóticos ou semelhantes, sendo que a narrativa de João enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus. É considerado "o discípulo amado".

João e Tiago nasceram em um lar de fé. Sua mãe, Salomé, era uma senhora que dignificava uma família, pela estrutura espiritual que possuía. Acompanhou Jesus em muitas pregações e foi uma das que assistiu à sua despedida no calvário juntamente com Maria e João, o discípulo do amor, como havia sido apelidado aquele que, de fato, possuía, nas entranhas do seu ser, amor por tudo.

João, o Evangelista, formou com seu irmão Tiago, uma dupla que se eternizou na história do Cristianismo, pela disposição que ambos tiveram na disseminação da Boa Nova do reino de Deus. Nunca se esqueceram, por onde andavam, de deixar as marcas do Cristo nos corações sofredores, nos estropiados, nos encarcerados, como também plantar as sementes nos corações infantis.

João cresceu em tamanho e ascendeu, igualmente, em virtudes evangélicas. Encontramos o moço elegante e alegre na principal rua de Betsaida. Passava debaixo das árvores que o convidavam, com suas sombras, a uma paradinha. E quando ali já havia alguma criança, não deixava de atender: conversava animadamente com os meninos. Contava histórias e ensinava-lhes, de modo a também distraí-los, a moral d Boa Nova, dando a conhecer às crianças sobre a presença de Jesus na Terra, como o Príncipe da Paz. Na bolsa de couro, sempre trazia alguma coisa que entretinha os futuros homens da nação.

O discípulo moço deu entrada à inspiração divina, procurando saber as vias principais do amor universal. Não era muito dado à pesca, por enxergar nos peixes seres vivos com o mesmo direito de viver, se o homem não lhes tirasse a vida. Amava as plantas e tinha muito carinho com os animais. Nessa busca da natureza, começa a entender as línguas de todos os reinos, onde seria o pulsar da criação.

João conhecia muito bem Jericó, aldeia que ficava ao sul da Galiléia, quase na embocadura do Jordão, no Mar Morto. Tinha amigos nessa aldeia que o admiravam pela vida mística que levava. E foi nessa região que ele se aproximou mais do povo, passando a ensinar o Evangelho, na forma nascente. Da maneira que o ouvia do Mestre, fazia com que outros pudessem ouvi-lo. Como intermediário da Boa Nova acendeu a chama de fé e esperança naqueles corações simples.

João deixava vibrar em seu coração algo mais em relação aos seus companheiros de fraternidade. Sentia, em seus semelhantes, parte que lhe pertencia por direito divino. Desde menino ouvia sua mãe, Salomé, contar história dos profetas que os livros sagrados mencionavam. A todas as narrativas, João ouvia com atenção e respeito. Era uma alma de alta sensibilidade, que o Mestre dos mestres já chamara desde o mundo espiritual para o empenho do amor. O filho de Salomé crescera igualmente em virtude, bondade e amor, principalmente amor.

Certa feita, em contato com um sacerdote, que se identificou como encarnação do profeta Jeremias, foi informado que serias um dos enviados do Senhor a vários centros do mundo. Passarias por inúmeras provações, de todos os tipos. Sentirias a fome e a nudez. Serias encarcerado, banido, apedrejado, abatido, mas nunca vencido. Falou-lhe: - Serás um rastro de luz que ninguém poderá apagar... E o teu nome na história, abalará o mundo dos próprios sábios. Porém, apega-te, como intentas fazer, ao amor, pois somente ele é que, verdadeiramente salva as criaturas.

João foi um discípulo grandioso. Tinha no coração algo a mais, de maneira a atrair a atenção do Mestre. João em vários momentos da história de Jesus, estava com Ele de maneira mais profunda, mais íntima. Esse discípulo, além de compreender o amor na sua mais pura dinâmica, era dotado de uma visão extraterrena. João, desde pequeno, era surpreendido pela mãe conversando com alguém que ela, Salomé, não via; falava sempre com o invisível. Para ele era natural. E os anjos, aproveitando suas faculdades, preparavam-no bem cedo para sua grande missão junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi o último a permanecer vivo, dentre os membros do colégio apostolar, fechado o Evangelho com o magistral Apocalipse, profeta na função da luz.

Era muito jovem na época da vida do Mestre, e na crucificação, foi designado por Jesus a tomar conta de Maria, demonstrando aí o quanto este confiava em João. João viveu o resto de sua vida em Éfeso, juntamente com Maria, onde teria escrito o Evangelho e as cartas. Durante o governo de Domiciano, foi exilado na ilha de Patmos, onde escreveu o Apocalipse.

O “discípulo amado” foi aquele que ficou realmente à direita de Jesus, no reino do seu amor, despediu-se da Terra, dando os mais difíceis testemunhos diante dos poderes de César e da incompreensão humana. Morreu com quase um século de existência e oitenta anos de vivência cristã. Entregou sua vida para a vida de Cristo, compreendendo que se Deus e Jesus eram um, ele e Cristo eram dois, que poderiam também ser um.

Bibliografia:
MAIA, João Nunes – Espírito Shaolin – Ave Luz – Editora Espírita Cristã Fonte Viva. ed. 1984.
Os Apóstolos de Jesus – Revista Cristã de Espiritismo, edição 36.