25072017Ter
AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

Filosofia Espírita - Sugesto de Atividades e Material de Apoio

Segundo a proposta da Filosofia Espírita para Crianças

Parte I

Conteúdo:

O que é Filosofia Espírita para Crianças?
O significado do educarO método do tripé

Temas:

1. DEUS
1 a . LEI DE ADORAÇÃO

2. ESPÍRITO E MATÉRIA (ELEMENTOS DA CRIAÇÃO)
2a . LEI DE IGUALDADE

3. IMORTALIDADE
3a . LEI DE DESTRUIÇÃO

4. OS ESPÍRITOS NA ERRATICIDADE
4a . LEI DO TRABALHO

 

 

Apresentação

O que é Filosofia Espírita para Crianças?

A palavra filosofia, algumas vezes, é usada como sinônimo de crença ou doutrina. Ex.: Sua filosofia de vida é aproveitar cada momento. A filosofia da escola é dar liberdade ao aluno. Isto leva a imaginar que filosofia é algo doutrinário ou ideológico, enquanto que a idéia principal de se fazer filosofia está em investigar o sentido mais profundo dos temas e assuntos sobre os quais se debruça e, não simplesmente adotar uma idéia e seguir em frente.

A Filosofia Espírita, às vezes, é encarada desta forma exemplificada acima, como o conjunto das crenças espíritas a respeito do Universo e do ser humano. Porém, fazer Filosofia Espírita não é transmitir princípios da crença espírita. É analisar estes princípios, questioná-los, buscar compreender melhor o seu significado e as suas conseqüências, especialmente as de ordem moral.

Quando falamos em Filosofia Espírita, falamos de um pensamento filosófico preexistente que, ao questionar fatos e fenômenos e encontrar suas respostas, deu origem a uma doutrina filosófica: a Doutrina Espírita, cuja característica principal é nos pedir uma fé raciocinada. Ou seja, não aceitamos as idéias como verdadeiras por imposição, mas sabendo porque as aceitamos. Esta é a essência da atitude filosófica: compreender o sentido e as conseqüências da realidade.

As crianças são filósofas espontâneas. Não precisamos lhes impingir um olhar admirado e curioso perante a vida, porque querem, com entusiasmo, saber o que são as coisas e porque elas são assim e não de outro jeito.

Filosofia Espírita para Crianças pretende ajudar crianças e jovens nesta sua busca natural, agregando um método de trabalho que, sem tirar a naturalidade e espontaneidade do processo investigativo, resulte na produção de conhecimento com significado e em bases racionais. O objetivo é auxiliá-las a encontrar, neste exercício, a explicação racional que sustente suas ações morais e resulte em melhoria e manutenção de uma atitude mais positiva e construtiva perante a vida.

 

Saiba mais: www.edicoesgil.com.br/educador/filosofia/filosofia_principal.html

 

O significado do educar

 

O Grupo de Filosofia Espírita para Crianças nasceu no dia 29 de março de 2003 e, nos seus primeiros encontros, buscou definir qual é o significado de educar. O texto abaixo é uma construção coletiva e reflete nossos objetivos em todo este trabalho:

 

1. Dar espaço para a sensibilidade e a individualidade (Romy);

2. Facilitar à criança o entendimento dela própria e do mundo em que vive (Romy);

3. Viabilizar o discernimento e a escolha, diante das opções morais (Romy);

4. Usar o amor e visar a transformação interior, não só do comportamento (Carlos);

5. Transmitir princípios espíritas sem imposições (Júlia);

6. Pedir análise dos princípios apresentados (Jaime);

7. Mostrar caminhos que levam à felicidade (Júlia);

8. Mostrar que temos possibilidades infinitas a serem descobertas, conscientizadas e utilizadas (Jaime);

9. Permitir que cada criança perceba o resultado final de cada atitude praticada (Cinthia);

10. Fazer com que o educando se sinta bem-vindo, amado, querido e importante (Rita);

11. Conversar com ele sobre assuntos realmente importantes da existência, como amor, amizade, tempo, Deus, liberdade, verdade, bem, etc. (Rita);

12. Desenvolver a própria capacidade de ver o Bem e a Beleza em tudo, para que nossos educandos sejam capazes de vê-los também (Cinthia e Adri);

13. Aprender enquanto ensinamos (Edson);

14. Mostrar que o Espiritismo é muito mais completo que uma simples religião (Edson);

15. Implantar no coração das crianças um amor profundo pelo caminho do Bem e o prazer da convivência, preparando o solo para uma edificação segura (Adri);

16. Dar exemplos e ser firme sempre que necessário (Lúcia);

17. Gostar do que faz e gostar da turma (Rita).

 

É um grande ponto de partida para qualquer educador. Vamos caminhar juntos?

 

 

O método do tripé

 

A seqüência de temas proposta tem a finalidade de permitir analisar os temas através dos seguintes procedimentos:

 

QUESTIONAR  -  EXPERIMENTAR  -  TRANSFORMAR

 

Dentro do que convencionamos chamar de Método do Tripé (elaborado dentro dos estudos e pesquisas do Grupo CEM, com a participação dos Espíritos orientadores), utilizamos as três formas de pensar a realidade:

Questionar: correspondente ao aspecto filosófico do Espiritismo surge quando, observando a realidade, formulamos perguntas e buscamos respostas.

Experimentar: aspecto científico, quando para encontrar as respostas, realizamos experiências que nos conduzam a uma melhor percepção da verdade.

Transformar: aspecto moral quando, compreendendo o funcionamento das leis da vida, aplicamos esta compreensão ao nosso mundo íntimo, mudando formas de pensar e agir.

As sugestões e material de apoio desta apostila têm como objetivam que, inicialmente, se estude a conceituação espírita, levantando hipóteses e experimentando estes conceitos de algum modo concreto, mediante atividades e vivências. Em seguida, o estudo da lei moral vem trazer as conseqüências íntimas destes conceitos e suas aplicações na vida e na sociedade.

As fontes de consulta se referem sempre às Obras Básicas do Espiritismo e se baseiam no Curso de Princípios Doutrinários do Espiritismo elaborado pelo CEM – Grupo Espírita de Iniciativas Doutrinárias.

 

SUGESTÕES DE ATIVIDADES E MATERIAL DE APOIO

PARA DESENVOLVIMENTO DE TEMAS

Segundo a proposta da Filosofia Espírita para Crianças

 

1. DEUS

LE – questões 1 a 16

GE – Cap. 2

 

Sugestão 1.1: Poema

 

PRA COMEÇAR

Rita Foelker

 

 

Pra começar, era

uma pena em minha mão...

 

Ou, antes:

Pra começar, era

um passarinho que perdeu

uma pena em minha mão...

 

Quer dizer:

Pra começar, era

um ninho onde morava

um passarinho que perdeu

uma pena em minha mão

 

Um galho onde ficava

um ninho onde morava

um passarinho que perdeu

uma pena em minha mão...

 

A árvore onde brotou

um galho onde ficava

um ninho onde morava

um passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

A semente que virou

a árvore onde brotou

um galho onde ficava

um ninho onde morava

um passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

O homem que plantou

a semente que virou

a árvore onde brotou

um galho onde ficava

um ninho onde morava

um passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

Bom...

Pra começar, era

a terra onde cresceu

o homem que plantou

a semente que virou

a árvore onde brotou

o galho onde ficava

o ninho onde morava

o passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

A água que molhou

a terra onde cresceu

o homem que plantou

a semente que virou

a árvore onde brotou

o galho onde ficava

o ninho onde morava

o passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

A nuvem que choveu

a água que molhou

a terra onde cresceu

o homem que plantou

a semente que virou

a árvore onde brotou

o galho onde ficava

o ninho onde morava

o passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

O céu onde passava

a nuvem que choveu

a água que molhou

a terra onde cresceu

o homem que plantou

a semente que virou

a árvore onde brotou

o galho onde ficava

o ninho onde morava

o passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

O Sol que clareava

o céu onde passava

a nuvem que choveu

a água que molhou

a terra onde cresceu

o homem que plantou

a semente que virou

a árvore onde brotou

o galho onde ficava

o ninho onde morava

o passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

O Universo que continha

o Sol que clareava

o céu em que passava

a nuvem que choveu

a água que molhou

a terra onde cresceu

o homem que plantou

a semente que virou

a árvore onde brotou

o galho onde ficava

o ninho onde morava

o passarinho que perdeu

uma pena em minha mão.

 

Olha:

pra começar,

começar mesmo, era

DEUS!

 

 

Sugestão 1.2: Descrição de Atividade criada e aplicada por mim, Rita Foelker, junto aos adolescentes do Projeto Criança (SEMIS – Jundiaí SP, proposta de ensino sem vínculo religioso ou doutrinário).

 

Deus

 

No início, fizemos um jogo de apresentação.

1. Quando o grupo se sentou, escrevi no flip chart duas palavras: CRER e SABER.

Perguntei então, qual era o significado da primeira. As respostas, nos dois grupos, foram parecidas: acreditar, ter fé, achar que acredita. Para SABER, tivemos: conhecer, estar informado, ter certeza, ter capacidade, poder ensinar.

2. Então perguntei: quando falamos de Deus, costumamos falar “creio em Deus”, mas seria possível saber, ter certeza de que Deus existe?

3. Ouvimos algumas opiniões e promovemos uma votação entre o grupo, para conhecer o pensamento de todos. Numa das turmas, houve “empate técnico”, na outra, todos foram unânimes em dizer que era possível.

4. Apresentei, então, um relógio (destes de pilha, comprados de camelô) e perguntei o que tinha sido necessário para que aquele relógio existisse. As respostas: alguém fabricou; houve um planejamento; precisou de peças; alguém inventou; desenhou. Alguém disse que precisou da pilha e eu mostrei que da pilha depende o funcionamento do relógio, mas não a sua existência. Sua resposta foi anotada com esta observação.

5. Falamos sobre os vários tipos de relógio: relógio de sol, ampulheta, relógio de pêndulo, digital. Todos estes relógios foram inventados, desenhados, fabricados por uma ou mais pessoas. Será que esta pessoa era inteligente ou não? Afinal, alguém teve que pensar, que usar a cabeça, pra construir um relógio que marcasse o tempo direitinho, que funcionasse, que não quebrasse a toda hora... Conversamos sobre isto. Será que se tivéssemos todas as peças, a pilha, os ponteiros, se colocássemos dentro de uma caixa e sacudíssemos bastante, haveria alguma chance do relógio se montar sozinho lá dentro, por força do acaso? Colhemos opiniões, mas todos chegaram à conclusão de que não.

6. Vamos pensar em outras coisas, nos planetas, no Sistema Solar, no corpo humano — tudo que existe. Nós temos duas maneiras de imaginar como tudo isto começou a existir: (1) por ACASO ou (2) como resultado de uma INTELIGÊNCIA. O que vocês acham que foi, por ACASO ou por uma VONTADE INTELIGENTE? Como os dois grupos responderam que seria a segunda opção, então eu lhes disse: pois então, esta inteligência que criou o Universo, que planejou tudo pra ser como é e pra funcionar direitinho, é Deus.

7. Coloquei uma música árabe e perguntei o que ela fazia lembrar. Houve várias referências à novela O Clone e à Jade, personagem da novela. Contei então a história “A Caravana Árabe”, de Meimei*, ao som desta música, e perguntei o que esta história tinha a ver com o assunto da nossa conversa, e houve uma identificação muito precisa da questão das evidências de que Deus existe.

8. Conversamos também sobre como é possível saber coisas através de sinais. Ex.: Se seu vizinho dá uma festa, você não precisa ir lá pra saber o que está acontecendo. Se lhe entregam um recado, pela letra, dá pra saber se foi sua mãe ou seu irmão que deixou. Tudo é sinal de Deus, inclusive nós, que nos criticamos tanto, que nos achamos feios, imperfeitos, somos seres criados por Deus, com uma beleza própria e única.

 

* Do livro Pai Nosso, Meimei/ F. C. Xavier, Ed. FEB.

 

Sugestão 1.3: Proposta de Atividade (de Rita Foelker, publicada no Espaço do Educador – www.edicoesgil.com.br/educador/boasvindas.html)

 

Deus, para os pequenos (A partir dos 5 anos.)

 

OBJETIVO GERAL: Entender o significado de "criar"

OBJETIVO ESPECÍFICO: Montar um painel de colagens.

MATERIAL: Folhas de papel cartão ou colorset preto, no formato A-4. Cola escolar, glitter, retalhos de papéis coloridos, lápis de cor, tesouras.

COMO APLICAR:- Inicie mostrando fotos ou vídeo com imagens do espaço. Pergunte se eles sabem o que estão vendo e onde estão aquelas paisagens.

- Depois de terminar, peça-lhes que digam o que há no espaço. Ex.: Sóis, planetas, cometas, asteróides, naves, satélites, galáxias, estrelas, ET’s... (Deixe-os falarem à vontade, enquanto relaciona tudo no quadro.)

- Entregue uma folha de papel cartão para cada criança, mas reserve uma pra si, que permanecerá sem uso.

- Agora, vamos criar um espaço do nosso jeito. Peça para as crianças escolherem o material e criarem uma colagem bem bonita, com os itens relacionados.- Depois que todos terminarem, mostre a folha de papel cartão como era antes, e como ficou depois de trabalharmos nela. Se não fosse por nós, a folha continuaria só preta, sem nada. O Universo também não seria o que é hoje, se não tivesse sido criado. E quem criou o Universo? Deus.

- Colando todos os trabalhos lado a lado, crie um grande painel que possa ser fixado na própria sala ou em outro local da casa espírita. Coloque música, enquanto todos admiram o trabalho e põem seus nomes. Sugestão: 2001 - Uma Odisséia no Espaço.

 

Sugestão 1.4: Proposta de Atividade (de Rita Foelker, publicada no Espaço do Educador – www.edicoesgil.com.br/educador/boasvindas.html)

 

Deus, para os maiores (A partir dos 10 anos.)

 

OBJETIVO GERAL: Entender o significado de " inteligência suprema" e "causa primeira".

OBJETIVO ESPECÍFICO: Montar uma sequência de dominós que caia a partir de um toque.

MATERIAL: Dois ou três jogos de dominó com peças de aproximadamente o mesmo peso.

COMO APLICAR:- Proponha à classe criar no chão uma trilha de peças de dominó colocadas de pé, uma após outra, formando desenhos diversos. A condição é que, a partir de um toque na primeira delas, todas deverão cair, sem que sobre nenhuma.

- Deixe a turma trabalhar, raciocinar e experimentar.

- Se a primeira tentativa não funcionar, poderão tentar novamente.

- Num dado momento, peça-lhes para fazerem uma pausa e pergunte o que aquilo que estão fazendo tem a ver com o conceito de Causa Primeira.

- Dialogue a respeito e, quando perceber que já compreenderam o conceito, pergunte se já pensaram no porquê de O Livro dos Espíritos dizer que Deus é a causa primeira de todas as coisas. E o que isto significa para nós? Algo poderia existir antes de Deus?

- Para que a brincadeira funcionasse, usamos nossa inteligência. Como tem de ser uma inteligência capaz de fazer o Universo funcionar?...

Obs.: Se houver muitos alunos, divida-os em grupos e entregue um determinado número de peças para cada. Motive os grupos a se visitarem, e a verem o que os outros fizeram, antes de derrubá-los. Depois, faça uma montagem com todas as peças.

 

1 a . LEI DE ADORAÇÃO

LE – Livro III – Cap. 2

 

OBSERVAÇÃO: Este tema está estreitamente relacionado ao anterior. Falando sobre Deus, exploramos alguns aspectos filosóficos (questionar) e científicos (experimentar/demonstrar) do estudo sobre Deus: questionar sobre sua existência, defini-lo, refletir a respeito e descobrir experiências que nos ajudem a responder nossas perguntas.

O tema da Lei de Adoração nos apresenta o aspecto moral deste estudo, ou seja, como as respostas que encontrei e as conclusões a que cheguei influenciam meu jeito de ser, pensar, sentir e agir. No que a certeza da existência de Deus e dos seus atributos me tornam aquilo que sou, sendo capazes de mudar minha vida ou de qualquer pessoa.

As atividades, então, vão levar em conta a necessidade de trazer a Lei de Adoração para o dia-a-dia do educando, inserindo este conhecimento nas opções e atitudes de cada criança para consigo mesma, com a família, na escola, com os amigos e vizinhos e perante Deus.

 

Sugestão 1 a .1: Descrição de Atividade criada e aplicada por mim, Rita Foelker, junto aos adolescentes do Projeto Criança (SEMIS – Jundiaí SP, proposta de ensino sem vínculo religioso ou doutrinário).

 

Ligação com Deus - Parte1.

 

1. Quando os adolescentes chegaram, encontraram no flip chart o esquema para um jogo de Forca-frase:

~

___ ___ ___ ___ ___  .  ___ ___ ___ ___ ___ . ___ ___ . ___ ___ ___ ___ .

1     2     3     4     5         6     7     8     9    10     11   12     13   14   15   16

´

___ ___ ___ ___ ___ ___ . ___ ___ ___  . ___ ___ ___ ___ . ___

17   18   19   20   21   22     23   24   25      26   27   28   29     30

 

Solução: Serão sinal de tudo aquilo que Deus é. (Frase do livro utilizado na semana anterior, Velha Tartaruga, de Douglas Wood, Ed. Augustus)

 

2. Quando descobriram a frase perguntei, então, a quem ela se referia. As respostas foram: as pessoas, os seres humanos. Então, eu reli o trecho do livro onde esta frase está inserida, chegando até: ... Serão fortes, porém ternos, uma mensagem de amor de Deus à Terra e uma prece da Terra de volta a Deus.

3. Propus, então, um exercício que chamei de Ligação. Usando barbante, prendi os alunos dois a dois pelo pulso, dizendo que escolhessem, na dupla, alguém para ser A e outro para ser B. Disse que, primeiro, o A seria o guia, e o B teria de segui-lo onde ele fosse. (Como eram 13, eu também entrei no jogo.) Andamos pelas dependências (permitidas) do Projeto e voltamos para nossa sala. Então expliquei que iríamos inverter, que os B’s seriam os guias e os A’s seriam guiados, com a diferença de que, agora, haveria muito mais responsabilidade, pois os A’s iriam fechar os olhos. Eu também fui guiada e me senti conduzida com muita atenção e cuidado, embora tenham ocorrido algumas “brincadeiras” nas outras duplas.

4. Ao retornar à sala, sentamos e conversamos: Qual a sensação de guiar? E de ser guiado? Dependendo de quem nos leva, não nos sentimos seguros. O que aquele que guia precisa ter? Depois de algumas propostas, chegamos a estas  3 palavras: Responsabilidade, atenção e confiança (no sentido de credibilidade). Quem são as pessoas que têm estas qualidades, com quem podemos contar? Foram citados pais, avós e irmãos — o que eu achei muito interessante por demonstrar a importância que eles dão à família. Bem, continuei, mesmo as pessoas em que mais confiamos não sabem tudo. Se precisarmos tomar uma decisão ou estivermos numa dificuldade e não pudermos chamá-las ou elas não puderem nos orientar, será que há alguém a quem possamos recorrer para pedir orientação e ajuda? Um aluno respondeu: Deus. Podemos dizer que Deus reúne estas três qualidades? Deus é responsável por suas criaturas, está sempre atento às nossas necessidades e é digno de confiança? Sim, eles concordaram.

5. Perguntei se tinham costume de fazer preces ou orações. Vários acenaram que sim. Perguntei se sentiam que sempre eram atendidos. Qual foi o efeito da prece em você?— perguntei.  Alguém disse que se sentia mais calmo. Perguntei então quem achava que sua prece era atendida e houve um silêncio. Alguém disse que dependia da fé, e eu anotei esta palavra no flip chart. Outro disse que precisava ser de coração, e eu disse que coração representava o sentimento, que também escrevi no flip chart. Ficamos então com estas duas palavras: FÉ e SENTIMENTO. Perguntei se fé e sentimento eram mais importantes que as palavras da oração e eles disseram que sim.

6. Sobre ser ou não atendida, conversamos sobre o que esperávamos e o que recebíamos. A resposta de Deus pode não ser a que nós imaginamos. Citei a história do homem no meio de uma inundação, que se recusou a ser resgatado por um barco e um helicóptero por esperar que Deus viesse salvá-lo. Ele desencarna e, chegando até Deus, reclama que Ele não o tinha socorrido, ao que Deus lhe responde: Mas como não? Eu mandei um barco, um helicóptero...

7. Entreguei folhas e materiais de desenho, para que cada um desenhasse como sentia que era a sua ligação com Deus. (A conclusão deste tema deverá acontecer no próximo encontro.)

8. Deixei com os alunos uma folha com citações sobre a prece.

 

OBS.: A descrição acima se refere ao trabalho com a turma da manhã.

 

Ligação com Deus – Parte 2.

 

Observação: este encontro acabou sendo quase que uma aula totalmente expositiva. Mesmo instados a perguntar e a participar, manifestando sua concordância ou não, os alunos não quiseram participar muito.

Preparando a atividade em casa, eu peguei uma radiografia velha, limpei com cândida e recortei dois moldes, um de um corpo humano e, outro, de uma estrelinha. Levei também giz de cera azul, amarelo e vermelho.

 

1. Chegando à sala e antes de iniciarmos, usei o molde de corpo humano para desenhar 6 contornos humanos e, usando a estrelinha e giz amarelo, pintei no peito de cada figura uma luz, representando o Espírito.

2. Quando os alunos chegaram e se acomodaram, pedi que pegassem a folha que havia sido deixada com eles, na última vez.

A folha trazia duas notas: uma falava das pesquisas americanas sobre o efeito da prece sobre os doentes e a outra era um trecho da entrevista de um médico à revista Bons Fluidos, dizendo que as pessoas religiosas eram mais saudáveis que as não-religiosas. Perguntei se eles imaginavam como funciona a prece. Como disseram que não, peguei os gizes de cera e fui ao flip chart.

3. Perguntei a eles: quando nós vemos uma pessoa, o que estamos vendo dela? O rosto. Sim, mas o rosto é parte do quê? Do corpo – alguém respondeu. Então está bem. Este contorno aqui desenhado representa nosso corpo – disse isto acrescentando uma seta e escrevendo CORPO. Muito bem! Mas tem uma parte nossa que não é visível? (Silêncio). O que há em nós, que pensa e sente?... A alma ou espírito. A alma/Espírito está representada por esta luz, OK? Ela não está só no peito, nem tem esta forma, mas vamos representar assim. Puxei uma seta da luz no peito e escrevi ALMA/ESPÍRITO.

4. Mas eu vou lhes dizer que ainda temos mais coisa invisível em nós. Temos uma energia. (Se fosse uma aula para espíritas, eu falaria perispírito.) Usei giz para desenhar um contorno meio esfumaçado em torno do corpo e escrevi ENERGIA. Os alunos não davam um pio. Expliquei que todos a temos, que algumas pessoas conseguem percebê-la e que o que pensamos e sentimos dá à nossa energia diversas qualidades.

5. Usei o esquema para falar da importância do pensamento e do sentimento na qualidade da nossa energia e na relação desta com a nossa saúde. Mostrei como a enfermidade física surge de uma alteração energética. Falei que esta energia podia ser transmitida de uma pessoa para outra e expliquei as curas de Jesus. Citei alguns métodos de cura, como o passe e o reiki, que utilizam esta energia. Finalmente, desenhei o funcionamento da prece, falando que esta energia leva nossos pensamentos e sentimentos até aquele a quem nos dirigimos (Deus, um santo de devoção, um anjo de guarda) que pode atuar sobre a energia da pessoa enferma. Falei das experiências de telepatia com os astronautas e de pessoas sensíveis que podem sentir como estamos sentindo nossa energia. Eles perguntaram de que religião eu era. Eu disse que era espírita, mas que aquele conhecimento não era só do Espiritismo, era uma comprovação científica e de várias religiões.

 

Sugestão 1 a .2: Proposta de Atividade elaborada por Cinthia Bersonette e Rita Foelker no Grupo de Filosofia Espírita para Crianças – Idade sugerida: 4 a 8 anos.

 

Teatro de Dedoches

 

Cinthia: A lei de Adoração faz parte da lei Natural. è um sentimento inato no ser. (O Livro dos Espíritos). Observamos que a prática do bem nos aproxima de Deus verdadeiramente. Entendo como uma lei de Agradecimento. Sou agradecido pela Vida, respeito-a, porque Amo a Deus. Respeito o meu próximo, faço todo bem, como agradecimento. Este agradecer me traz um sentimento bom, de harmonia interior.Entro em contato com o mais Alto, através do bem que faço.

Para trabalhar está lei, pensei em contar uma história com dedoches. Um diálogo entre duas crianças que estão pensando sobre a criação de Deus, onde discutem sobre cuidar da natureza, respeitá-la. Conversam sobre como Deus criou o mundo, os planetas, e lembra-se da lei de causa e efeito. O diálogo segue, e surge a questão : Porque devemos cuidar da Natureza? Aos poucos eles vão descobrindo que é uma forma de Agradecimento e Adoração a Vida. Quando surge então uma pergunta sobre eles mesmos: e eles, como obra de Deus, como será que estão cuidando de si? São despertados para esta questão.

Creio, então, que poderão ser feitas perguntas às crianças, ex: Vocês tem cuidando bem de vocês? Por que é preciso cuidar bem de nós? Porque é preciso cuidar bem dos outros? O que de bom tenho feito por mim,e pelos outros? Como me sinto quando faço algo de bom a alguém? Quando colaboro? E Deus, o que será que meus gestos de agradecimento significam para ele?...

Rita: Gostei do muito seu plano de aula. Sabe o que poderia colocá-lo mais dentro da proposta do ensino filosófico? Que este diálogo entre os dedoches incluísse as crianças, que elas fossem indagadas a respeito de suas opiniões e pensamentos.

Os questionamentos finais seriam feitos depois do teatro, sentados em roda, bem descontraídos? Creio que estas questões não pertencem ao contexto do teatro, mas à reflexão sobre...

 

2. ESPÍRITO E MATÉRIA (ELEMENTOS DA CRIAÇÃO)

LE – questões 21 a 34 e 76 a 92

GE – Cap. XI – 6 a 14

 

Espírito e matéria

 

Se o Criador é a causa, a Criação é o efeito.

Sabemos que Deus criou dois elementos gerais do Universo, que compõem a infinita variedade de seres e formas da Natureza: o espírito e a matéria. Tudo o que existe, ou é espírito, ou é matéria.

O Livro dos Espíritos nos apresenta dois conceitos diferentes para a palavra espírito. Um deles (ver questão 23) define o espírito como elemento espiritual primitivo, também chamado de princípio inteligente, do qual se originaram as individualidades chamadas Espíritos. Na questão 76, os Espíritos são definidos como os seres inteligentes da Criação.

A matéria é o instrumento do qual os Espíritos se servem e sobre o qual exercem sua ação. Sua principal finalidade é servir à evolução espiritual, através das experiências e aprendizados que proporciona. Qualquer tipo de matéria é uma variação do elemento material primitivo.

Pode-se dizer que a matéria, como elemento universal, é criação de Deus, obedecendo às leis naturais, e as utilizações e transformações deste elemento são obra dos Espíritos. Estas transformações resultam da própria ação do elemento inteligente sobre o elemento material, conforme suas necessidades e possibilidades.

 

Sugestão 2.1: Proposta de Atividade (de Rita Foelker, publicada no Espaço do Educador – www.edicoesgil.com.br/educador/boasvindas.html)

Coelhos Coloridos (Idade sugerida: A partir dos 7 anos.)

 

Observação: Entendo que, para qualquer idade, na medida do possível, é importante reconhecer os conceitos em si mesmo. Esta atividade tem sido bem sucedida inclusive entre adultos. Já usei em alguns encontros. Ela já saiu na coluna do jornal Alavanca e no Espaço do Educador e se chama Coelhos Coloridos (www.edicoesgil.com.br/educador/coelhos.html). Você pode usar a dobradura de sua preferência, lembro-me de que escolhi coelho por uma questão de empatia do grupo, na ocasião.

Nesta atividade é contada a história d’ O Menino das Meias Vermelhas, do Carlos Heitor Cony e, depois, conversamos sobre aquilo que é visível em nós (corpo, roupas, expressões faciais, gestos) e o que é invisível (pensamentos, sentimentos, emoções). Observamos que, ali no jogo, nos reunimos em virtude das cores e desenhos das dobraduras. Na vida, às vezes escolhemos as pessoas por aparência e jeito de se vestirem, mas que também nos reunimos por razões que nem sempre são tão evidentes, como gostos, interesses, afinidades. Neste momento, pode ser introduzida a idéia de que temos uma parte material e uma parte espiritual, explicando o que é cada uma e dialogando a respeito.

 

OBJETIVO GERAL: Observação de nossos estados íntimos e características psicológicas.

OBJETIVO ESPECÍFICO: Atividade principal voltada ao autoconhecimento.

COMO APLICAR:

- Use canetinhas ou giz de cera para desenhar padrões nos papéis (nuvens, bolinhas, estrelas), de modo que você tenha pedaços iguais dois a dois, mas bem diferentes dos outros. Se houver número ímpar de alunos, entre no jogo.

- Ensine a dobradura do coelho aos seus alunos. Se os menores tiverem dificuldade, pode ajudá-los, ou peça para quem já conseguiu ajudar quem não fez.

- Agora, cada criança se transforma em um coelho igual àquele que criou. Agora, cada coelhinho vai procurar seu par e sentar-se ao seu lado para ouvir uma história. Dependendo da idade, proponha que vão prucurá-lo saltando e mexendo o focinho. (Sugestão: O Menino das Meias Vermelhas, de Carlos Heitor Cony.)

- Inicie um diálogo: como as pessoas sabem quem somos? Como sabemos quem são? O que usamos para reconhecê-las?- As pessoas sempre sabem o que pensamos? E o que sentimos?... Os coelhinhos estavam pintados. O que sentimos está “pintado” em nós? Como sabemos se nossos pais estão contentes, preocupados ou bravos?- Converse sobre o conteúdo da história. Às vezes, as pessoas riem de nós - por quê? Será porque elas não conhecem realmente nossos pensamentos e sentimentos?

 

 

Sugestão 2.2: Proposta de Atividade, por Rita Foelker

 

Vamos criar um sistema solar?

 

IDADE SUGERIDA: 8 a 11 anos.

MATERIAL: Figura mostrando o nosso Sistema Solar, massa de modelar, papel e material de desenho e pintura.

1. Primeiro, mostrar ao grupo o nosso Sistema Solar, seus planetas e suas luas.

2. Propor então, ao grupo, criar um sistema diferente, onde todos vão colaborar. Confeccionar os planetas e o sol (ou sóis).  Escolher nomes para o sol, ou sóis, e para os planetas e luas deste sistema.

3. Pedir ao grupo que escolha um dos planetas para morar. O que você gostaria que houvesse, neste planeta? Com quem você gostaria de morar? Como você se chamaria? Como seria a sua rua e a sua casa? O que você gostaria de fazer lá? Teria escola? Como ela seria? Entregue folhas e material de desenho e pintura, para que isto tudo seja colocado no papel, em forma de texto ou desenho.

4. Monte uma exposição com o sistema criado e os desenhos.

5. O que fizemos é uma criação. Sabem por que os seres humanos criam coisas? Porque, assim como Deus, eles também são inteligentes, também gostam de sonhar, inventar, construir, aprender. A parte de nós que sonha, inventa e tem vontade, é o Espírito que somos. Mas para construir e realizar o que sonhamos, precisamos de um corpo. Quando os Espíritos vêm nascer na Terra, eles recebem um corpo de matéria para fazer muitas coisas boas, para se aperfeiçoarem e se tornarem Espíritos mais sábios e amorosos.

 

 

2 a . LEI DE IGUALDADE

LE – Livro III – Cap. 9

EV – Cap. 7

Sugestão 2 a .1: Texto e questões (por Rita Foelker. Idade sugerida: a partir dos 10 anos)

 

Texto

Lei de Igualdade

 

Deus existe, não podemos negar, eis o essencial. Ele é o Criador do espírito e da matéria e das leis que governam o Universo.

Seus atributos (sem os quais ele não poderia ser Deus) incluem infinita bondade e infinita justiça. Por isso, quando ele criou os Espíritos, ele não criou diferenças ou privilégios. Todos os Seres foram criados iguais, simples e ignorantes, com as mesmas capacidades para aprender e evoluir e com os mesmos direitos.

Todos os Espíritos, assim sendo, são dignos de respeito e merecem ser tratados com amor, não importa em que degrau do progresso se encontrem ou o que escolheram fazer de suas vidas, todos são nossos irmãos e filhos do mesmo Pai.

 

Questões para discussão:

 

Quando os habitantes da Terra compreenderem isto, viveremos com mais paz e harmonia.

Este texto traduz aquilo em que você acredita? Sim (   )    Não (   )

Você acrescentaria ou modificaria alguma coisa nele?

Você procura viver a lei de igualdade nas suas ações do dia-a-dia? Quando?

E no planeta, onde será que ela está mais presente? E onde está mais ausente? Há algo que possamos fazer a respeito?

 

Sugestão 2 a .2: Proposta de Atividade elaborada por Ana Lúcia Barboza de Jesus e Rita Foelker no Grupo de Filosofia Espírita para Crianças

 

Ana Lúcia: Acredito que poderia ser trabalhado numa turma de 7 a 11 anos.

Separaríamos a turma em dois grupos. Uma turma receberia bonecos masculinos e femininos recortados formando a silhueta (com um “macacão básico”, sugestão da Rita), e roupinhas de papel (da qual brincávamos quando pequenos), essas roupas poderão estar xerocadas, para que as crianças possam pintá-las. Roupas antigas, modernas, simples, esfarrapadas, chiques, roupas que representem profissões,etc.. Qualquer roupa deverá encaixar bem nos bonecos modelos.(Pensei que, durante a pintura das roupinhas, as crianças pensariam que detalhe poderiam dar a uma roupa chique, e que cores representariam as roupas simples. Seria um  exercício de observação.)

Um segundo grupo iniciaria, a construção com papelão do cenário, casa antigas, casas modernas, casas simples, barracos (permitindo uma discussão de comparações e diferenças) . Acredito que o primeiro momento de construção de material seria um aquecimento para a construção de um conceito através de uma discussão.

Num segundo momento montaríamos o cenário com os personagens respectivos, e faríamos várias experimentações dos bonecos modelos com os cenários e roupas. O boneco modelo desde o início chamaríamos de Espírito.

Questões propostas para as crianças:

—O que vocês acham de um mesmo espírito viver em diferentes épocas?

— O que vocês acham de um mesmo espírito nascer em lares ricos e, de outra vez, em lares pobres ?

Rita: Creio que seria interessante se estas roupas fossem de crianças, meninos e meninas, orientais, indígenas, negros, brancos, das mais diferentes partes do mundo. Isto já criaria uma identificação com as crianças presentes.

Depois da construção (que achei muito importante) e antes de iniciar o diálogo, pode-se contar histórias de crianças de diferentes países, falar um pouco da vida delas. Tem uma coleção da Ed. Callis chamada “Todo o Mundo”, que traz histórias curtinhas com desenhos muito fofos, de crianças de vários países falando de suas vidas e seus costumes. Talvez você pudesse escolher umas duas histórias bem diferentes e ler, pedindo aos alunos que buscassem entender até que ponto estas crianças são diferentes e no que elas são iguais. E no que elas são iguais a nós. Ex.: Diferentes: corpos, roupas, costumes, línguas, sexo, brinquedos... Iguais: necessidades (materiais e emocionais), sentimentos, direitos, inteligência...

Diálogo: Podemos ter vidas e pensamentos diferentes, mas somos iguais em muitas coisas, não é mesmo? Muito bem, nós já conversamos antes sobre sermos Espíritos. Vocês acham que os Espíritos são diferentes, antes de viver na Terra? No que eles são diferentes, quando não têm corpos e uma vida na Terra? E no que eles são iguais?... Creio que o diálogo poderia seguir investigando por aí, mostrando que essencialmente somos seres iguais, mas que fazem escolhas diferentes e seguem caminhos diferentes. Se Deus criasse um Espírito para ser príncipe e outro para ser pobre, ele não seria justo com estas duas criaturas. O que ele faz é nos criar iguais e nos dar o direito de escolher, colhendo aquilo que plantamos numa mesma existência ou em várias. (E o assunto pararia por aí, deixando ganchos para se falar de evolução, reencarnação e livre-arbítrio em outros encontros).

Atividade final: Desenho: Como você crê que qualquer criança do mundo deseja ser tratada? Escolha um dos personagens da nossa aula de hoje e mostre pra gente.

Observação: Este material poderá ser usado para os temas Os Espíritos na Erraticidade e Reencarnação.

 

Sugestão 2 a .3: Livro e Proposta de Atividade

 

Para Toda Criança

 

Tem um livro que sugiro na homepage do Projeto Filosofia Espírita para Crianças (www.edicoesgil.com.br/educador/filosofia/atividades.html) que se chama Para Toda Criança. Vocês conhecem? É uma pequena obra de arte.

É um livro publicado pela Ática em convênio com o UNICEF, que fala dos direitos da criança de uma forma poética e foi ilustrado por artistas de vários países. O arcebispo Desmond Tutu escreve, no prefácio:

Neste livro, você vai ver muitas imagens de crianças tal como elas deveriam estar — felizes, saudáveis, rindo, aprendendo, sentindo-se em segurança junto a adultos em quem podem confiar, pessoas que as protegem e defendem seus direitos inalienáveis, formalmente estabelecidos na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. Estes são os direitos de toda a criança, em toda parte e sempre.

Imaginei que, numa turma de 12 a 14 anos, se propuséssemos o texto que passei antes (Lei de Igualdade) como ponto de partida para a reflexão, a leitura deste livro nos ajudaria a pensar o quanto a lei de igualdade está presente no mundo e quanto está ausente, observando que a noção de respeito e direitos iguais já está na cabeça e nos sonhos de muitas pessoas, mas que ainda não se tornou realidade.

Talvez, pudéssemos escanear ou xerocar algumas páginas (porque as ilustrações também dizem muito) e distribuir a 3 ou 4 grupos que observassem situações em que este direito é respeitado e outras em que não é.

Ex.:

1) Toda criança é importante. Quando cairmos, nos levante. Quando estivermos perdidos, nos conduza. Dê o necessário para sermos fortes e felizes e faça o máximo por nós quando estivermos sob seus cuidados (Artigo 3).

2) Ensine toda criança a ler e a escrever direitinho, para poder se desenvolver e escolher um futuro. (Artigo 28).

3) Cuide bem de nosso planeta — das plantas, dos animais, dos rios, dos mares — e nos ensine a cuidar dele também (Artigo 29)

4) Ninguém tem o direito de ferir uma criança, nem mesmo a mamãe ou o papai. Nos proteja sempre da crueldade de qualquer pessoa (Artigo 19).

Perguntaríamos, então: O que faz com que as pessoas com mesmos direitos sejam tratadas de forma tão diferente. Por que não conseguimos tratar as pessoas com igualdade?

No final, perguntaríamos se o conhecimento de que somos todos Espíritos criados por Deus para o amor e a felicidade pode modificar as pessoas e a sociedade.

 

 

3. IMORTALIDADE

LE – questão 83

GE – Cap. XI – 3 e 4

 

Observação: Acho que nossa maneira de lidar com a morte e a imortalidade é bastante reveladora do nosso nível de consciência espiritual. Ou seja, é importante verificar, como pais e educadores, de que jeito tratamos a morte (desencarne), se evitamos falar nisto, se transformamos em algo imensamente dramático... De certa maneira, a criança vai ver a coisa através dos nossos olhos, já que é inevitável unir ao conhecimento transmitido os nossos entendimentos e interpretações. Porque se preparamos todo um trabalho em cima da imortalidade do Espírito e temos tanta dificuldade em aceitar a mortalidade da matéria, acabamos passando mensagens contraditórias. Afinal, morrer é grave? Morrer é ruim? Morrer é um castigo para quem se comportou mal? Morrer é um assunto “tabu” pra nós?

A amiga Romy Bastos me passou uma frase muito linda: A morte física não é salto de desequilíbrio, é passo de evolução, simplesmente. Emmanuel

Imortalidade, para mim, é um dos temas mais lindos de se estudar. A certeza da realidade espiritual e de um futuro infinito acalenta nosso coração e muda nossas perspectivas de vida.

 

Sugestão 3.1: Livro

 

Para o grupo de 8 a 12 anos, tenho um ótimo livro para sugerir: A Revelação do Segredo, da Dra. Elizabeth Kübler-Ross, Ed. Record. As ilustrações são lindíssimas e as correspondências com o Espiritismo são incríveis.

 

Sugestão 3.2: Filme e Proposta de Atividade p/ adolescentes, por Rita Foelker

 

Creio que a compreensão profunda do significado da imortalidade passa pela observação de nossas atitudes e reações diante da morte física e pela avaliação de nossas atitudes em diversas situações, se elas contemplam uma vida finita ou infinita.

Arquimedes, nosso querido amigo espiritual, outro dia, conversava conosco mostrando o modo como agíamos, como se fôssemos mortais e finitos quando, na verdade, somos imortais e infinitos. Nossas preocupações cotidianas, nossas reações aos acontecimentos nem sempre correspondem ao conhecimento espírita da realidade espiritual e da continuidade daquilo que somos.

Sábado, assisti a um filme que ilustra bem tudo isto: O mistério da libélula.  Kevin Costner faz o papel de um médico cuja esposa desencarna e, depois de um tempo, começam a acontecer uma série de coisas que o levam a crer que ela está tentando se comunicar com ele. O filme mostra várias opiniões, desde os céticos até uma freira estudiosa de fenômenos de quase-morte, dos amigos que querem que a pessoa siga com sua vida para poder parar de sofrer ao administrador do hospital que o persegue e crê que esteja ficando louco. Então, o filme dá oportunidade para falar de estudos como o da Dra. Elizabeth Kübler-Ross, sobre a “morte” e o “morrer”.

Minha idéia seria assistir o filme, o que poderia ser feito em duas etapas, observando estas questões todas e as posições dos alunos a respeito. Depois, tentaríamos analisar o que acontece no filme, se aquilo é possível e por quê.

Fecharia o estudo colocando uma música suave e lendo o texto abaixo:

 

Comunicação psicofônica

06/03/2003 – Arquimedes / Rita Foelker

 

Como você sabe o tamanho de uma pessoa, alguém pode me responder?

Como você mede um barril, um balão?Uma garrafa uma caixa?

Como você mede um terreno, uma sala? Então quer dizer que eu posso medir uma alma, um corpo, um objeto de acordo com o que ela pode conter dentro de si. Não posso?

Se a minha alma vê uma estrela, enamora aquela estrela e ama aquela estrela e todas a noites se expande ao céu em busca dessa estrela de que tamanho e essa alma?

E se essa alma tem condições dentro de si de abrigar todos os seres que ama, com que se importa, de que tamanho e essa alma?

E se essa alma é capaz de entender as direções do planeta e de as diversidades dos povos e respeitar as diferenças e abrir-se para todas as possibilidades, de que tamanho é essa alma?

Se ela possui dentro de si a consciência de Deus, de que tamanho é essa alma?

Então porque nossos problemas são tão grandes, porque nossa obsessão é tão grande? Porque nosso medo é tão grande? Porque vemos obstáculos e dizemos que não podemos ultrapassar?

Por que nós estacionamos diante das dificuldades, nos assustamos quando alguém aqui fala como se soubesse mais do que nós?

Porque nós olhamos a enfermidade e nos apavoramos?

Pois então nenhum de nós sabe o tamanho que tem e este é um exercício que poderia fazer parte das aulas de Física, de Geografia, mas para nós, um sentido muito maior.

De que tamanho você é?

Diante de qual  próximo obstáculo você vai estacar e dizer não vou, é impossível? Até quando você vai fugir?

Porque você se sente menor e pensa que o maior vai lhe consumir, vai engolir, vai devorar.

Mas o que é maior que você, alma peregrina?

Este é o exercício para você não apenas perguntar-se, mas recordar-se, porque todas as almas tem a noção do infinito, todas.

Quando foi que você perdeu a sua?

Quando foi que em nome de uma série de dificuldades e obstáculos, de cegueiras e condicionamentos, você abriu mão da sua condição de ser infinito e assumiu a finitude e a mortalidade?

Porque tememos como se fossemos morrer, mas não vamos.

Onde você perdeu. Quando você vai reencontrar?

 

Sugestão 3.3: Proposta de Atividade elaborada por Maria Luísa P. Wolf e Rita Foelker, no Grupo de Filosofia Espírita para Crianças

 

Maria Luísa: Uma vez participei de um encontro onde fizeram uma dinâmica interessante, sobre uma viagem de navio. Todos iriam fazer a tal viagem e deveríamos escolher cinco “coisas” que gostaríamos de levar nesta viagem.

Só que nem tudo seria permitido se levar e à medida que as pessoas escolhiam o “comandante” do navio dizia se poderiam levar ou não.

Depois o mesmo comandante finalizava fazendo a gente refletir as coisas que tínhamos escolhido e contava que a tal viagem era para o plano espiritual.

Rita: Há duas maneiras de introduzir esta atividade: (1) simplesmente propor o exercício e perguntar aos participantes ou, então, (2) começar com uma visualização, ao som de música suave, de preferência, com som de mar, gaivotas, etc.

Visualização

Peça para as crianças fecharem os olhos e se colocarem confortáveis, sentadas ou deitadas em colchonetes. Diga que estamos nos preparando para uma longa viagem, uma viagem muito demorada para o outro lado do oceano. É uma viagem para um lindo lugar, cheio de pessoas queridas, belas músicas, o amor em toda parte... Mas que não podemos levar todas as nossas coisas, pois não caberia no barco, e que podemos escolher apenas cinco coisas. Estas coisas podem ser coisas concretas (visíveis) ou abstratas (invisíveis) como sentimentos ou lembranças.

Então as crianças teriam um tempo para escolherem o que levar.

Depois, nós voltaríamos para esta sala, abriríamos calmamente os olhos e contaríamos o que escolhemos. Haveria um possível diálogo sobre a importância e necessidade dos itens que escolhemos.

Atividade final: Imaginei uma atividade posterior, com as crianças confeccionando barcos em dobradura ou sucata e colocando no barco, de algum modo, aquilo que consideram importante levar para o outro lado da vida.

 

Sugestão 3.4: Livro (De 9 a 12 anos)

 

A Visita

Este livro comovente e lindamente ilustrado é um poema singelo sobre um garoto que dorme e vai encontrar seu irmãozinho no mundo espiritual. Foi escrito por Ivo Marino e é publicado pela Editora Scipíone. Fala especialmente da continuidade dos vínculos afetivos após o desencarne.

 

3 a . LEI DE DESTRUIÇÃO

LE – Livro III – Cap. 6

 

Sugestão 3 a .1: Proposta de Atividade (por Rita Foelker. Idade sugerida: 8 a 12 anos)

 

Bolo ou bolinhos

 

Quando fazemos um bolo, que é um alimento, lidamos diretamente com a destruição. Quebramos ovos, desmanchamos as gemas, dissolvemos o açúcar, enfim, destruímos todos os ingredientes e até o gás, para ter o bolo.

Quando temos o bolo, nós o comemos, ou seja, destruímos para transformar em energia e substâncias que nosso corpo precisa.

Então, uma boa idéia pra uma turma de 8 a 12 anos seria realizar este processo, analisando o que vai acontecendo com a matéria.

 

Diálogo: Observar outras situações de destruição, verificando que é uma lei natural e quais seriam os problemas que teríamos, se ela não existisse.

Para os maiores, poderíamos trazer a frase de Lavoisier: Na Natureza nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma. Verificar que destruição não é sinônimo de perda, mas de transformação.

 

Sugestão 3 a .2: Proposta de Atividade (por Rita Foelker)

 

1. Trazer para a sala folhas e flores, fazendo anotações sobre seu estado e aparência, odor, textura num determinado dia e, depois, observar e anotar os mesmos dados nas aulas seguintes. Verificar o que acontece com a matéria dos vegetais.

2. Pegar fotos de árvores em vários estágios de crescimento, até árvores mortas, e fazer um jogo de montar a seqüência correta. Conversar com a classe, tentando descobrir que processo é este, por que ele existe e para que serve.

3. Observar que a lei de destruição pertence à Natureza, que tudo o que é material tem uma vida útil e depois se desagrega, desintegra... para acontecer o quê? O que acontece com as folhas e flores secas, na Natureza? Viram alimento para novas plantas... para alguns insetos...

4. Bem... se a existência das coisas materiais é passageira, qual é o seu valor? Sugiro um livro que escrevi, “Toco de Lápis, Pena de Ganso”, que saiu pela Petit, e uma conversa sobre a importância das coisas materiais.

 

4. OS ESPÍRITOS NA ERRATICIDADE

LE – questões 87, 224 a 256, 278, 558, 563 A 570, 1011

 

Sugestão 4.1: Descrição de Atividade por Maria Lúcia P. Wolf e proposta por Rita Foelker

 

Os dois planos

 

Maria Lúcia: Uma vez, para falar do plano espiritual com as crianças, sugeri que fizéssemos uma maquete juntando duas grandes caixas do mesmo tamanho e colando-as por um dos lados, assim construímos uma cidadezinha em uma das caixas, como sendo a nossa cidade, com casas, escolas, igreja, centro espírita, praças, etc., depois falamos um pouco sobre a vida dos espíritos no mundo espiritual também usando os depoimentos de André Luiz, basicamente, e daí então começamos a construir o que achamos que deveria existir no plano espiritual, e de que forma, ao final pudemos concluir que os dois planos são muito parecidos em muitas coisas e que realmente a vida continua... sem grandes saltos ou mudanças.

Rita: Sua idéia para o tema da semana é muito interessante. Posso contribuir?

Nossa seqüência de temas vai seguindo uma linha de pensamento que é a seguinte: Imortalidade: os Espíritos têm vida infinita; Lei de Destruição: a matéria tem vida finita. Muito bem, se o Espírito vive mais que a matéria, o que ele faz quando não está ligado a ela?

Creio que entre os dois momentos da atividade que você descreve, o da construção do mundo material e o da construção do mundo espiritual, cabe um diálogo e uma reflexão: de que os Espíritos que não têm mais corpo precisam? Qual é a diferença entre a vida lá e a vida aqui?

E a partir deste diálogo surgiria um projeto para o mundo espiritual. Será que todos os Espíritos vivem do mesmo jeito? Será que o tipo de vida dos Esp. Superiores é diferente do dos Esp. Inferiores? Será que todos eles precisam de um lugar determinado pra morar?

Dependendo da faixa etária, você poderia propor uma pesquisa sobre isto.

Outra idéia: se o educador tiver usado os bonecos de papel no tema da Lei de Igualdade (proposta da Ana Lúcia), ele pode fazer estes bonecos andarem “de roupinha” na caixa de baixo e “sem roupinha” na caixa de cima.

 

Sugestão 4.2: Descrição de Atividade por Jaime Togores  (Idade sugerida: a partir de 12 anos)

 

Erraticidade: tempo de avaliar e preparar

 

1. Pedir aos jovens para relatarem (escreverem) com é o dia (a rotina) do

pai, da mãe e a dele, com o objetivo de observar  que  há  um  momento  de atividade (na escola, no   trabalho)  e  um  momento  de  refazimento  e  preparação (casa)  para  a atividade.

Ex.: Para o aluno (casa): fazer a lição, pesquisar, estudar, ver o horário das aulas,  selecionar  o material correto para aquele dia de aula (segundo as matérias do dia), preparar o uniforme, lanche.

Para  o  pai/mãe  (casa):  preparar  a  roupa/uniforme,  pesquisar, estudar/curso  de  aperfeiçoamento,  pesquisa de preço, contas, compra de material,  preparar  o  lanche  (ou  marmita),  comprar  passe de ônibus, verificar  se  há  gasolina  no  carro,  refletir no que ocorreu e no que poderá fazer no dia seguinte.

2.  Comparar  atividades  entre  casa-escola/trabalho com atividades como Espíritos na erraticidade-Terra.

Atividade  (escola/trabalho):  pode  ser  comparada  ao  período em que o Espírito está a Terra (reencarnado).

Preparação  da  atividade(casa):  pode  ser  comparada  ao  período  na erraticidade/mundo espiritual.

 

Obs: Os  Espíritos  da  Codificação chegaram a comparar a "encarnação" como um "dia  de  trabalho",  sabemos  que  esse  dia  "começa  e  termina"  na espiritualidade, com atividades e avaliações.

 

3. Fazê-los observar, através das suas anotações, que muitas ações feitas em casa  são  parecidas ou iguais as que desempenhamos na escola/trabalho. E muitas  ações  realizadas  no  mundo espiritual são realizadas na Terra e vice-versa.

4. Prática: Propor uma atividade como festa de aniversariantes do mês.                 Atividade como  a  compra  de pão de forma, frios, leite, ovos no supermercado;         preparação dos sanduíches, bolo e doces na cozinha.

...E finalmente, a "realização" da festa em outro espaço.

Depois  apura-se  (analisa) se tudo foi bem feito e, depois, faz-se a limpeza para colocar tudo em ordem.

Gastamos  muito?  A festa foi longa/rápida? Estava animada? Faltou algo? Todos ajudaram nas compras? E na confecção? E na limpeza?

 

Obs.: A  prática  pode  ser  substituída  por  outra  mais  adequada.(Atividade

artística:  uma  pintura,  por exemplo, em que haja preparação, produto e

análise da obra).

 

5. Diálogo: O que fazem os espíritos? Reencontram-se, avaliam  feitos,  analisam  resultados,  analisam-se (sentimentos),  aperfeiçoam-se  (estudam),  trabalham,  pois necessitam elaborar nova etapa de atividades (reencarnação).

Podemos  utilizar  o  livro O CAMINHO OCULTO, ed. FEB, Chico Xavier, para avaliar  que  a  "etapa  espiritual"  é  realmente  centrada na análise e motivação  para  ações  "empreendidas"  na  Terra. Por sua vez, planejar, preparar,  equipar-se e programar são "atividades" também que visam nosso crescimento  e  nossa  participação  no  desenvolvimento do ambiente onde estamos vivendo. O livro mostra "desprendimentos espirituais" de Leonardo.

Cláudia: Também podemos utilizar como referência e indicação de leitura para

pré-adolescentes o livro "Violetas na Janela"  da Vera Lucia Mariynseck.

Rita: Destacar a erraticidade como período entre reencarnações é uma chance de explicar que Espíritos puros, que já não precisam mais reencarnar, não são considerados errantes.

 

4 a . LEI DO TRABALHO

LE – Livro III – Cap. 3

 

Seja do lado de cá ou de lá, sempre existe o que fazer!...

 

Sugestão 4 a .1: Livro (De 4 a 7 anos)

 

O Castor Alfaiate.

 

Uma parte do nosso trabalho de educadores é desfazer certas idéias estereotipadas sobre esta Lei, do tipo: o trabalho é ruim, bom é não fazer nada; trabalho é uma obrigação desagradável, etc.

O trabalho pode ser gostoso, interessante, estimulante, especialmente se trabalhamos com algo de que gostamos.

Uma coleção muito bonitinha para trabalhar com crianças de 4 a 6/7 anos é a série do Castor, da Callis Editora: O Castor Alfaiate, O Castor Pintor, O Castor Cozinheiro e O Castor Jardineiro têm lindas ilustrações que ensinam a criança a fazer coisas passo a passo, de costurar um avental a pintar um móvel.

Estes livros podem nos mostrar que, para termos resultados, precisamos nos empenhar em cada etapa do processo produtivo e apresenta o trabalho como algo divertido.

Uma idéia de seqüência para a atividade é relacionar profissões, começando pelos pais e mães, o que eles fazem no seu trabalho e sua importância.

 

Sugestão 4 a.2: Proposta de Atividade (De 8 a 12 anos) por Rita Foelker

 

Cigarra Trabalha?

 

Texto
Sem barra

 

Enquanto a formiga

carrega comida

para o formigueiro,

a cigarra canta.

Canta o dia inteiro!

 

A formiga é só trabalho.

A cigarra é só cantiga.

Mas sem a cantiga da cigarra

seria uma barra o trabalho da formiga.

 

Poema de José Paulo Paes, do livro "Olha o Bicho", Ed. Ática

 

Material: Cartaz com o poema.

Como aplicar:

1) Sente-se em círculo com as crianças e leia expressivamente o poema.

2) Pergunte se alguém conhece a fábula "A Cigarra e a Formiga". Alguém gostaria de contá-la? Se não conhecerem, conte você.

3) O poema e a fábula nos passam uma idéia diferente da cigarra. Como?

4) Por que, na fábula, a cigarra é vista como alguém que não trabalha? Afinal, o que ela faz é trabalho ou não? O que é trabalhar?

5) O trabalho é necessário, na vida? Ele pode ser ruim ou gostoso? Do que isto depende?

6) Será que outros seres na Natureza trabalham?

7) Como seria o mundo, se ninguém trabalhasse? Prossiga o diálogo...

 

Sugestão 4 a .3: Proposta de Atividade (Idade sugerida: de 5 a 8 anos) por Cinthia Bersonette e Rita Foelker

Cabeça, coração e mãos (Em homenagem a Pestalozzi)

 

Cinthia: Eu estava pensando que no meu Plano de Aula – 5 aos 8 anos- eu poderia dar ênfase a necessidade de estar realizando algo que se sinta ter afinidade.

È claro que nossas escolhas quando criança podem mudar a medida que vamos ficando adultos, mas daria para falar sobre descobrirmos em nós nossos gostos, nossa vontade de ser útil, e que todo o trabalho é de importância para o bem do Mundo, das pessoas que vivem nele e para nosso evolução.

Rita: Imaginei o seguinte:

1. As crianças recebem uma folha de sulfite e fazem para si um chapéu de dobradura. Neste chapéu, elas desenhariam o trabalho que pensam fazer, quando crescerem.

Não precisa necessariamente ser uma profissão ou emprego, também pode ser um trabalho voluntário.

2. Aí, elas usarão seus chapéus na cabeça, sentadas num círculo, para que todos vejam os chapéus de todos.

3. Acontece que, para um trabalho sair bem feito e dar alegria a quem o faz, ele também precisa estar no coração.

Então, você ensinaria a dobradura do crachá de coração (ver figura) e as crianças pintariam este crachá com as cores da alegria e do amor que colocariam neste trabalho. Fixaríamos o crachá nos bolsos ou com fita crepe.

4. Só que não adianta uma coisa estar na cabeça e no coração se não partimos para a ação. Aí, você entrega uma outra folha de sulfite onde as crianças desenharão os contornos de suas mãos e recortarão. Nesta mão, serão desenhados os instrumentos do trabalho que a criança escolheu.

5. Para encerrar, cada um contaria como seu trabalho resultaria num Bem para o próximo e para o lugar onde vive.

 

Sugestão 4 a .4: Descrição de Atividade

(Idade sugerida: de 7 a 9 anos) por Vagner Cipolotti

 

Amor ao trabalho

 

Vagner: Esse ano abordamos esse tema com as crianças, mas não colocamos como uma "Lei" e sim como "Amor ao Trabalho" abordando os seguintes pontos:

1 - O exemplo de Jesus que enquanto não saiu para a vida pública, trabalha com seu pai na profissão de carpinteiro;

2 - Ter amor ao trabalho, mas não só aquele trabalho profissional (médico, advogado, operário, etc) mas sim a qualquer atividade que formos realizar (trabalhos domésticos, estudo, trabalhos voluntários, etc);

3 - Que uma das grandes alegrias que temos em executar as nossas atividades com amor é observar os resultados no final;

4 - Demos como uma atividade em que cada criança plantaria dois grãos de feijão em um potinho com água e algodão e durante aquele mês iriam cuidar delas e no final descrever a satisfação de ve-las crescer.

 

Agradecimentos

 

Ao Grupo de Filosofia Espírita para Crianças - FEPC, queridas amigas e queridos amigos que contribuíram de maneira fundamental para tornar possível este trabalho.

 

Rita Foelker