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AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

Organização e Funcionamento do DIJ na Casa Espírita - II

O Departamento de Infância e Juventude tem a função específica de levar às crianças e aos jovens os conhecimentos do Espiritismo e o estímulo à sua vivência.
No atingimento desse propósito, deve organizar-se de modo a atender às referidas tarefas que se entrosam, mas que tem cada qual peculiaridades e aspectos distintos.
O DIJ da Casa Espírita deve estar constituído, basicamente, dos setores de Infância e de Juventude, sendo coordenado por um Diretor, nomeado pelo Presidente da Casa, e que fará parte da Diretoria da mesma, assessorado por tantos Coordenadores quantos sejam os setores nele criados.

1. Estrutura
Os setores de Infância, de Juventude, de Recursos Didáticos e de Secretaria são dirigidos pelo Diretor, auxiliado por dois Coordenadores.
1.1. Atribuições do Diretor do DIJ:
• ser membro da Diretoria do Centro Espírita, quando a sua estrutura administrativa o permitir;
• administrar as atividades do Departamento;
• elaborar o plano de atividade do ano;
• apresentar o planejamento das atividades do DIJ à Diretoria;
• escolher os Evangelizadores que se responsabilizarão pela orientação dos ciclos de infância e de juventude;
• escolher, entre os seus colaboradores, um coordenador para o setor de infância e outro para o setor de juventude, quando as condições de trabalho assim o permitirem;
• freqüentar, junto com sua Equipe, cursos e treinamentos com vistas à atualização de conhecimentos;
• promover reuniões com seus colaboradores, tanto de ordem administrativa como de ordem pedagógica;
• fazer a coordenação e o acompanhamento permanente das atividades dos setores do DIJ, por meio de coleta de dados e sua análise;
• participar do movimento federativo municipal, regional e estadual;
• manter contato com o DIJ da Federativa Estadual, recebendo as diretrizes para o trabalho de evangelização;
• proceder à avaliação interna, utilizando os dados no replanejamento do departamento;
• entregar relatório à Diretoria da Instituição;
• assinar, com o Presidente, a correspondência do Departamento.

1.2. Atribuições dos Coordenadores de Setores:
De Infância — são as seguintes:
• coordenar as atividades de evangelização infantil do Centro Espírita;
• distribuir o material de evangelização entre os evangelizadores, orientando-os para a adequada utilização;
• organizar a matrícula e registrar os dados de freqüência dos Evangelizadores;
• participar de encontros de Evangelizadores de infância;
• realizar reuniões de pais;
• proceder à avaliação interna das atividades do setor;
• realizar outras tarefas propostas pelo Diretor do DIJ.

De Juventude — são as seguintes:
• coordenar as atividades de evangelização dos jovens no Centro Espírita;
• distribuir o material de evangelização com os orientadores dos ciclos;
• participar de encontros de orientadores de juventude;
• dar oportunidade aos jovens para integrar-se no Centro Espírita e no movimento espírita municipal;
• organizar a matrícula e registrar os dados de freqüência dos jovens;
• realizar outras tarefas propostas pelo Diretor do DIJ.

1.3. Atribuições dos Evangelizadores:
• estudar a Doutrina Espírita;
• desenvolver o plano de trabalho elaborado para o ano;
• comparecer ao trabalho com assiduidade e pontualidade, sendo um referencial de comportamento responsável;
• comunicar, com antecedência, os seus impedimentos;
• participar dos Cursos Intensivos de Preparação ou Atualização; dos Encontros e Seminários, sendo flexíveis e receptivos à aquisição de novos conhecimentos;
• manter em dia o registro de freqüência de sua classe;
• participar ativamente das reuniões de pais e evangelizadores;
• interessar-se por todas as atividades do Departamento, delas participando;
• acompanhar os alunos às festividades ou aos passeios coletivos progra-mados pelo DIJ da Casa;
• estimular e apoiar os jovens na participação das atividades doutrinárias, assistenciais e outras da Casa Espírita, no intuito de integrá-los à mesma;
• comparecer às reuniões programadas pelo Diretor de Departamento e nelas atuar com entusiasmo;
• avaliar-se constantemente, considerando o seu papel de mediador do conhecimento.

2. Funcionamento
2.1. Setor de Infância
Toda Casa Espírita deverá ter uma escola de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil com crianças de 3 a 12 anos, distribuídas da forma que se segue:
• Maternal, crianças de 3 e 4 anos;
• Jardim, crianças de 5 e 6 anos;
• 1º Ciclo, crianças de 7 e 8 anos;
• 2º Ciclo, crianças de 9 e 10 anos;
• 3º Ciclo, crianças de 11 e 12 anos;
Cada turma deverá funcionar em sala própria e será orientada por um Evangelizador. No caso de falta de salas ou de evangelizadores, pode-se adotar o critério dos horários diferentes de funcionamento ou o das classes aglutinadas. A distribuição dos alunos, nos diversos ciclos, será feita pela idade cronológica e de acordo com a classificação já exposta.
O programa de estudo, no 2º caso, deverá estar de acordo com a média de idade das crianças presentes.
Escolhidos dia e hora para funcionamento da Escola, a Casa Espírita providenciará para que as salas estejam à disposição do trabalho, a fim de que este não fique prejudicado por falta de espaço.

Obs.: Crianças muito pequenas deverão estar separadas das maiores para que haja aproveitamento de ambos os grupos.

2.2. Setor de Juventude
A organização de Juventude nas Casas Espíritas tem por finalidade:
• ministrar os conhecimentos da Doutrina Espírita, ensejando atividades de vivência desses conhecimentos;
• conceder aos jovens oportunidades de desempenhar tarefas compatíveis com as suas possibilidades na Casa Espírita;
• conscientizar os jovens de que serão eles os continuadores do movimento organizado do Espiritismo;
• favorecer o intercâmbio do jovem com outras juventudes e sua integração no Movimento Espírita em geral.

A Juventude, constituindo-se um dos setores do DIJ da Casa Espírita, está sob a jurisdição deste e abrange:
• 1º Ciclo, jovens de 13 e 14 anos;
• 2º Ciclo, jovens de 15 a 17 anos;
• 3º Ciclo, jovens de 18 a 21 anos;

Em caso de impossibilidade de efetuar-se a divisão proposta, por falta de salas ou de Orientador/Evangelizador, poder-se-ão reunir os ciclos de acordo com  a maior proximidade das idades. Na hipótese de dificuldades maiores, poderá ser consultado o órgão técnico do DIJ da Federativa Estadual.
Cada ciclo do Setor de Evangelização Espírita de Juventude deverá ter um Orientador ou Evangelizador.
Os Orientadores/Evangelizadores dos dois últimos ciclos de Juventude poderão constituir uma Comissão de Assessoramento, composta de jovens integrantes desses ciclos, que tenham demonstrado interesse especial pelas atividades da Juventude.
Quanto ao aproveitamento do jovem na Casa, são lembradas as seguintes atividades para aqueles que integram os dois últimos ciclos de juventude:
• colaboração nas aulas para crianças, pelo jovem de mais de 17 anos;
• prestação de serviços nos setores de secretaria, tesouraria, informática e atividades assistenciais da Casa;
• colaboração nas reuniões públicas, doutrinárias, quer ocupando a tribuna, quer realizando outras atividades programadas para essas reuniões;
• ajuda na divulgação da Doutrina, participando da organização de bibliotecas, periódicos, murais e na distribuição de mensagens.
Além dessas, outras atividades poderão propiciar a perfeita integração do jovem na Casa Espírita, dando-lhes oportunidades de prática da convivência fraterna com seus semelhantes e da cooperação nas atividades coletivas de socorro, de estudo, de trabalho, de divulgação.

3. Orientação Didática
Tanto os evangelizadores da Infância como os da Juventude imprimirão ao seu trabalho a orientação didática traçada na reunião de planejamento do início do ano, a adoção de um método que propicie a participação ativa dos evangelizandos, construindo seu saber. Abrange os seguintes aspectos:
• adoção de programa de ensino;
• métodos e processos de ensino;
• duração de aulas;
• emprego de recursos audiovisuais;
• atividades complementares;
• confraternizações de juventudes;
• reuniões comemorativas;
• avaliação.

O programa de ensino a ser adotado, tanto para a Infância como para a Juventude, é fornecido pela Federativa Estadual.
Os métodos e processos de ensino devem ser adaptados à situação real da escola, isto é, às possibilidades dos alunos, das salas de aula, do número de evangelizadores etc.