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AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

Organização Do DIJ nas Instituições Espíritas - I

I. Filosofia do Trabalho
Ao pensarmos em criar o Departamento de Infância e Juventude, DIJ, na Casa Espírita ou na Federativa Estadual, precisamos ter em mente, em primeiro lugar, finalidade e objetivos desse Departamento.

Já temos, sem dúvida, no Movimento Espírita um consenso: só há uma justificativa par separar crianças, jovens e adultos — a de ordem didático-psicológica no aprendizado da Doutrina Espírita.

Essa certeza se robustece no fato de que o Espírito não tem idade e que, portanto, qualquer atendimento específico em determinada fase de seu desenvolvimento, se fundamenta em necessidades de ordem psicológica.

Fora dessas circunstâncias todos podemos e devemos aprender a Doutrina Espírita em conjunto, sem separações de qualquer espécie, pois os mais cultos ou mais inteligentes ajudarão os menos favorecidos a crescer e a aperfeiçoar-se; os moços auxiliarão os velhos com o seu dinamismo  e estes àqueles com a sua experiência e assim por diante.

Cumpre acrescentar, ainda, que a Instituição Espírita é um todo homogêneo e que a sua divisão em Departamentos visa, tão somente, a facilitar a execução de tarefas específicas.

Não tem, em razão disso, justificativa  aceitável, o fato de, em uma mesma instituição, funcionarem setores com funções similares. Exemplo: Departamento de Assistência Social dentro de uma Instituição e outro no seio da Mocidade pertencente a essa mesma Instituição.

Se a função do Departamento de Assistência Social é atender ao necessitado, cumpre ao freqüentador da Instituição Espírita, jovem, adulto ou velho cerrar fileira em torno dos objetivos desse departamento e nunca criar outro órgão para desempenhar idêntica função, sob qualquer pretexto.

Muitas vezes, no desejo de modernização, desejo em alguns casos muito justo, cria-se novo departamento com o mesmo objetivo do primeiro, como na situação acima exposta, em vez de procurar modificar, com paciência e perseverança, aquilo que está defasado já, no existente.

A experiência nos diz, pelo menos no Movimento Espírita, que criar órgão similar a outro em funcionamento, porque o primeiro se mostra incapaz de atender os reclamos da época, não dá certo.

O caminho correto, parece-nos, é colaborar para que o organismo incapacitado, mal orientado, ou fraco, se reestruture e se fortaleça para bem cumprir sua missão.

O “DIJ” na Instituição Espírita será um setor da Casa, nela perfeitamente integrado, fazendo parte do todo, dinâmico e ordenado, com delegação da sua diretoria para atuar no campo específico da criança e do jovem, agilizando as tarefas que estão a seu cargo e obedecendo à filosofia de trabalho emanada dessa mesma diretoria que, a seu turno, tem por dever cumprir e fazer cumprir os estatutos da Instituição.

Muitas casas espíritas, entre Centros e Federações, adotam critérios diferentes de organização para essa área de atividade, organizando  o Departamento de Infância  separado do de Juventude ou Mocidade.

Considerando a identidade de objetivos, isto é, o estudo da Doutrina Espírita, segundo métodos didáticos apropriados, acreditamos que esse Departamento pode abrigar sem prejuízos, ao contrário, com vantagens, os dois setores referidos, uma vez que o segundo é uma seqüência natural do primeiro.