16102018Ter
AtualizaçãoQua, 18 Jun 2014

2.2 ‑ PAI NOSSO ‑ I

“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus: 6:9/10) 

A) IDÉIAS BÁSICAS 
· “A forma nada vale, o pensamento é tudo.”‑  Os Espíritos não nos prescreveram nenhuma fórmula absoluta de prece. “O Pai nosso” que Jesus nos ensina, acima de simples forma verbal, é um ensinamento completo de como precisamos nos situar perante Deus, quando a Ele nos dirigimos em prece.
· Sintonizando mente e coração em cada pensamento que esta prece ‑ perfeito modelo de concisão ‑ nos sugere sob a mais singela forma, notamos que ela resume todos deveres do homem para com Deus, para conosco mesmos e para com o próximo.
· Deus acima de tudo é nosso Pai, e tudo no Universo, da erva tenra aos astros, revela a sua bondade e sabedoria.·  Embora se encontre em toda parte, só entendemos a Divina presença de Deus em nós, quando, elevamo‑nos acima das cogitações transitórias da Terra, nos colocamos no céu da harmonização interior, a qual nos edifica e eleva espiritualmente.
· Cego é aquele que não reconhece as obras de Deus, orgulhoso aquele que não O glorifica e ingrato o que não lhe rende graças por palavras, pensamentos, emoção e sentimento.
· Sentindo Deus como nosso Pai, receberemos todas as criaturas em Humanidade como irmãos, pois todos constituímos uma só família e a estas criaturas devemos amar, ajudar e servir.
· Portadores da fé raciocinada, aprendemos que acima das nossas cogitações deve sempre prevalecer a Vontade soberana de Deus, quer seja em nossa cogitações do plano físico, quer seja nos ideais espirituais que nutrimos, pois, a Vontade de Deus é, antes de tudo, expressão de amor e misericórdia em nosso favor. 

B) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA A PREPARAÇÃO DO EVANGELIZADOR 
1. Bases Evangélicas ‑ Mateus: 5:16 ‑ 5:45 ‑ 5:48 ‑ 6:8 a 10 ‑ 6:33 ‑ 7:11 ‑ 7:21 ‑ 10:29 - 11:25 e 26 ‑ 12:50 ‑ 16:17 ‑ 18:14 ‑ 23:9 ‑ 25:34 ‑ 26:42. Marcos: 14:36. Lucas: 1:49 - 10:21 ‑ 11:2 ‑ 12:31 ‑ 22:29 ‑ 22:42. João: 5:30. Atos: 21:14. Romanos: 1:10 ‑ 2:18 - 12:2 ‑ 15:6 - 15:9 ‑ 15:32. I Coríntios: 8:6. II Coríntios: 1:3 ‑ 8:5. Gálatas: 1:4. Efésios: 1:3 ‑ 4:6 ‑ 5:17 ‑ 6:6. Colossenses: 3:17. I Tessalonicenses: 4:3 ‑ 5:18. Hebreus: 10:7 ‑ 10:9. I Pedro: 1:3 ‑ 2:15. I João: 3:1.
2. Bases Doutrinárias ‑ Livro dos Espíritos: Pergs. 1, 9, 10, 13, 14, 38, 77, 78, 81, 85, 87, 115, 258, 265, 479, 558, 658 a 660, 662 a 666 ‑ Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap.27 (todo), Cap.28, ítens 1 a 3.
3. Obras Subsidiárias ‑ Assim Vencerás: Cap.11, 29 ‑ Enxugando Lágrimas: Cap. 1, 11, 16 ‑ Fonte Viva: Cap.11, 77, 104, 164 ‑ Nosso Livro: Cap. “Da Oração Dominical” ‑ Luz do Mundo: Cap.5 ‑ Pai Nosso: Cap.1, 2, 3, 4, - 52 Lições de Catecismo Espírita: Cap.4 ‑ Vinha de Luz: Cap.98. 

C) REFERÊNCIAS PRÁTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA AULA 
1. Jardim e I Ciclo ‑ A criança e seus pais ‑ Uma criança fazendo ao pai, ou a quem ela muito ama e respeita, um pedido muito importante ‑ A alegria sentida por uma pessoa ao fazer uma oração ‑ O respeito do netinho ao seu avô‑ Um passeio agradável e a alegria íntima que nos causa‑ O ar que mantém vivos os seres‑ A grama verde macia que embeleza e alimenta os animais‑ As frutas maduras que alimentam as aves e os homens‑ A árvore nos estendendo seus galhos dadivosos‑ A flor que espalha perfume na atmosfera‑ A assistência de nossos pais, irmãos e amigos‑ A roseira e as rosas‑ As aves e as asas‑ Os pássaros e os ninhos‑ A lâmpada e luz.
2. II e III Ciclos ‑ O autor de uma carta reconhecido pelo seu estilo‑ O autor de uma jóia reconhecido pela beleza de sua criação ‑ O sol e a sua energia ‑ A chuva para o contentamento da natureza ‑ As águas dos rios e das fontes que deslizam para o benefício das cidades, dos campos e dos rebanhos ‑ O vento que refresca o dia ensolarado ‑ O lar, oferendo segurança e ternura ‑ A providência silenciosa que nos garante a conservação da saúde e a paz espiritual ‑ O algodoeiro e a produção dos fios ‑ O bicho‑da‑seda e fabricação dos fios ‑ O canto dos pássaros ‑ O barro transformado em tijolo, telhas e vasos na residência do homem ‑ O presente dado pelo pai ao filho estudioso e cumpridor de seus deveres ‑ O filho agradecendo ao pai um presente recebido ‑ Um dia chuvoso e a terra para os espíritos pouco esclarecidos ‑ Uma pessoa agradecendo a um médico o tratamento recebido e a cura alcançada.    

D) CONCLUSÃO EVANGÉLICO-DOUTRINÁRIA  
·  Quando Jesus começou a prece dominical quis dizer‑nos que Deus, acima de tudo, é Pai. Criador dos homens e de todo o Universo. Senhor dos Céus e da Terra. Para ele, todos somos filhos abençoados, o que faz da Humanidade uma só família.
· Sabendo que a mais elevada maneira de santificar o nome do Criador é auxiliar aos outros, para que eles compreendam que Deus espera nossa elevação espiritual, Jesus passou seus dias entre nós, distribuindo a paz e amparo a todos. Com isso, quis o Mestre nos mostrar que estaremos santificando o nome de Deus, sempre que estivermos realizando o melhor que possamos fazer.
· Quando a noite se faz, não é suficiente dizermos “Venha a nós a luz”; é preciso que ofereçamos lâmpada. Da mesma maneira, para que sintamos o Reino de Deus, é preciso trabalharmos purificando o nosso sentimento, para que ele se instale entre nós.
·  Nas menores realizações terrenas temos que obedecer a planos pré‑determinados. Assim também, nos serviços de elevação do homem e do mundo, é necessá­rio procurarmos a vontade do Senhor para que os Desígnios Divinos sejam devidamente executados.
·  É preciso, pois aceitar as dificuldades da vida, na certeza de que Deus, nosso Pai e Criador, só deseja o melhor para nossos espíritos em constante evolução.